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A Polícia Federal concluiu não haver indícios de que o senador e filho do presidente Jair Messias Bolsonaro, Flavio Bolsonaro, tenha cometido os crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica no inquérito eleitoral que mira tanto as negociações de imóveis feitas pelo senador como a sua declaração de bens na eleição de 2018.

O resultado apurado pela PF não coincide com os elementos encontrados nos inquéritos do Ministério Público do Rio de Janeiro, que apura a prática de “rachadinha” quando Flávio era deputado estadual. Ele atuou na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro de fevereiro de 2003 a janeiro de 2019.

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De acordo com as acusações do MP, já negadas pelo senador, Flavio é investigado por peculato, ocultação de patrimônio e organização criminosa, onde afirma-se que Flávio lavou até R$ 2,3 milhões com transações imobiliárias e com sua loja de chocolates.

No inquérito em andamento, o MP afirma ter encontrado suspeitas de que o senador comprou apartamentos em espécie com o objetivo de lavar dinheiro da rachadinha. De acordo com o MP, os valores registrados por Flávio em cartórios não sejam verdadeiros. Na investigação da PF, porém, não foram apontados indícios nesse sentido.

O inquérito da Polícia Federal está com o delegado Erick Blatt desde antes da chegada do novo superintendente.

Os erros do Ministério Público do Rio de Janeiro

Não houve interesse do MP/RJ em manter o sigilo e a idoneidade na investigação do 01, como é conhecido Flávio Bolsonaro.

Em 18 de janeiro de 2019, um encontro antiético entre José Eduardo Ciotola Gussem, foi flagrado com o jornalista da Rede Globo Octávio Guedes, dias antes da Rede Globo dar um “furo” de reportagem sobre o processo de Flavio Bolsonaro. Uma reportagem um tanto quanto duvidosa, com informações obscuras. O encontro foi fotografado por um anônimo que postou a foto em redes sociais com o intuito de denunciar as manobras que o MP em conluio com a Rede Globo estava tramando para derrubar o senador e por consequência atingir seu pai, Presidente da República.

A Rede Globo vem enfrentando grave crise financeira, cancelando quadros de sua grade de programação, bem como despedindo artistas e os que se mantém na emissora, seus salários estão sendo reduzidos. O que nos levanta uma dúvida: quanto a Globo recebia dos governos anteriores para manipular informações em favor deles?

Mas não é somente o vazamento mentiroso e criminoso que assombra o processo do senador. Houve também a quebra de sigilo bancário sem autorização judicial e, por fim, os promotores que o investigam cometeram diversos erros na petição a partir da qual a Justiça determinou uma devassa nas contas do senador. Tal autorização judicial para a quebra de sigilo bancário de Flavio Bolsonaro somente foi expedida para justificar a quebra e divulgação anterior.

Os promotores do Ministério Público, ao falarem sobre um negócio que envolve 12 salas comerciais, escreveram que o parlamentar adquiriu os imóveis por mais de R$2,6 milhões, entre 2008 e 2010, quando, na verdade, os imóveis que, segundo relato do Ministério Público são “12 salas no luxuoso condomínio comercial Barra Prime”, não estão quitados e continuam sendo pagos em prestações por outra empresa que assumiu a dívida.

Ainda consta como erro dos promotores as pessoas que foram alvos de quebra de sigilo sob a alegação de serem assessores do senador quando o mesmo era deputado estadual, alegação essa que não é verdadeira. Três pessoas que tiveram seus sigilos quebrados nunca foram nomeadas por Flávio Bolsonaro e sim faziam parte do gabinete da liderança do PSL na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O senador, ao assumir o cargo, as demitiu.

Outro erro foi a remuneração de Queiroz, onde o Ministério Público considera apenas o salário do gabinete e ignora a renumeração da Polícia Militar.

Também podemos ressaltar que a Promotoria atribui ao gabinete de Flávio servidora da TV Alerj que acumulava cargo com outro emprego externo.

Ainda frisando os erros “não-intencionais” na investigação, sem qualquer autorização ou conhecimento da justiça, um funcionário da promotoria solicitou, via e-mail ao COAF informações detalhadas sobre o senador, na época deputado estadual. O COAF, por sua vez, pediu ao banco Itaú, no qual o Flávio tem conta, que passasse todas as informações sobre as movimentações da conta. Cheques, depósitos, transferências, horário das transações, etc. Portanto, houve quebra de sigilo bancário, sem autorização prévia. Como se não bastasse a quebra de sigilo sem uma autorização judicial, todas as informações foram vazadas em tempo real para a mídia. Caracterizando assim, uma rede sem escrúpulos para destruir o senador bem como a sua família.

Para fechar o roll de erros crassos do Ministério Público do Rio de Janeiro, de acordo com informações da Folha, há erros também na indicação do volume de saques feitos por Queiroz em dois dos três períodos apontados.

*Com informações da Folha de SP e Veja

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