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A página de extrema-esquerda que tem mais de 10 milhões de seguidores no Facebook e financiamento internacional de George Soros, compartilhou informações da Revista AzMina, trazendo “8 razões porque o aborto não deveria ser crime no Brasil”. O post viralizou.

A página Quebrando o Tabu recebeu mais de 153 mil dólares da Open Society, do magnata George Soros, entre 2016 e 2018, mostrando que além da ideologia, servem a objetivos globalistas e abortistas.

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Responderei aos argumentos divulgados por Quebrando o Tabu, mas alterando um pouco a ordem dos 8 argumentos deles. Ao final, você entenderá o motivo. Comecemos então pelo número 2.

Argumento 2.  “Independente a lei, mulheres abortam”,

Para sustentar a afirmação, apresentam o dado de que 500 mil mulheres abortaram em 2015 segundo a Pesquisa Nacional do Aborto (PNA 2016).

Argumento 3. “Criminalização estimula práticas perigosas”

  • Aqui apresentam o dado de 1,6 milhão de hospitalizações por aborto entre 2008 e 2017. O número é manipulado, porque tal informação contempla tanto os procedimentos pós-abortos clandestinos quanto pós-aborto espontâneo. Pesquisas recentes e antigas confirmam que os abortos espontâneos representam a esmagadora maioria dos abortos, na faixa de 70 a 88% do total de abortos. Portanto, trata-se apenas de um número alto para tentar sensibilizar as pessoas que não estão de posse dos dados reais.
  • Além disso, a afirmação parte da falaciosa argumentação de que a sociedade deve dar condições de segurança para prática de crimes que atentam contra a vida humana, em desconsideração completa da vida por nascer, e considerando implicitamente que a mulher resolverá seus problemas com o aborto, o que não é verdade.

Argumento 4. “Mulheres morrem”

A imagem argumenta que o aborto é a quinta causa de morte materna no Brasil. MENTIRA! Demonstramos com Dados do SUS que o aborto provocado fica na décima ou décima segunda posição no ranking, representando cerca de 3% dos óbitos maternos (veja também o gráfico e análise da bibliografia recente sobre o tema).

Argumento 5. “A criminalização custa caro para o governo”

Para ilustrar a afirmação, apresentam dado de que o SUS gastou R$ 486 milhões em dez anos com internações para tratar complicações de aborto. O dado é manipulado e a premissa é uma falácia absurda.

  • Esse valor novamente não retira os abortos espontâneos, que são maioria. Traz ainda, a ideia de que ao legalizar haverá uma redução no custo, o que é mentira!
    Na Espanha, por exemplo, gasta-se 10 vezes mais com aborto do que com nascimentos. O custo para o SUS aumentaria com a liberação do aborto devido ao aumento de abortos, tendo ainda que o procedimento de aborto em si, já feito no SUS em casos de estupro, custa o dobro ou mais que o dobro do que os procedimentos de complicações tratamento pós-aborto (A curetagem custa R$180, chegando a cerca de R$ 200 ou 230 com procedimentos complementares. O custo apenas do aborto legal hoje é precificado por no mínimo em R$ 413 pelo SUS).

Argumento 6. “Negras em risco: mulheres negras têm duas vezes mais chances de morrer em decorrência do aborto.”

  • Novamente utiliza-se de falácias e manipulações. A mortalidade materna por aborto fica na faixa de 40 a 60 óbitos ao ano. Mas quando a militância pró-aborto trata mortes maternas, frequentemente inclui óbitos por abortos clandestinos e ainda projeções baseadas em achismos. Demonstrei no livro Precisamos falar sobre aborto, em revisão de toda a literatura do tema, que não há como estimar mais do que 60, ou no máximo 70 óbitos maternos por aborto ao ano no Brasil.
  • O argumento abortista aqui adiciona um caráter sentimental e sem base alguma, em uma narrativa de cunho racial e ideológica.
  • Por trás dessa afirmação, está a falta de compreensão de dados demográficos importantes. Entenda: Segundo o dados do IBGE a população negra é maioria na faixa de renda até meio salário mínimo. Na faixa de 0,5 a 1 salário mínimo há empate entre brancos e negros. Acima da renda de 1 salário mínimo, a população negra é minoria. Ou seja, o percentual de negros que tem acesso à saúde de maior qualidade, planos de saúde e hospitais particulares, é completamente diferente. A questão não é a lei sobre aborto prejudicar a mulher negra, mas a configuração da sociedade que gera maiores riscos de saúde para população de menor renda, que é maioria negra. Isso é um problema muito mais complexo e que merece atenção.

Argumento 7. “Legalizar diminui número de abortos”

  • Aqui a postagem afirma que em Portugal houve redução de abortos entre 2008 e 2015, e que o atendimento evita abortos forçados pelo parceiro ou pelo desespero. Primeiro, os dados de Portugal mostram que no primeiro ano pós-legalização houve menos abortos do que em todos os anos seguintes, somado a isso, a taxa de fecundidade despencou após a liberação do aborto, confirmando aumento da incidência de abortos. A afirmação contraria a lógica e também as estatísticas de dezenas de países que após a legalização do aborto nas últimas décadas, viram os números subirem dramáticamente. Veja aqui levantamento feito com 19 países, provando que o número de abortos aumenta.
  • Dados dos EUA e Espanha, comparados com o Brasil, comprovam que o número de abortos forçados é maior onde a prática é legalizada. Nos EUA, 58 a 64% dos abortos podem ser forçados, contra a vontade da mulher. No Brasil, os levantamentos disponíveis estimam entre 10 e 37%. Soma-se a isso o fato de que no segundo ano de aborto legal nos EUA, ocorreram 200 mil abortos e cerca de uma década depois, ocorria 1,5 milhão. Acompanhe: se o percentual de abortos forçados for sempre constante, já temos um aumento nos abortos forçados. Mas vemos que provavelmente não é constante, aumentando após a legalização, devido a normalização da prática e seu acesso facilitado. Se fosse constante em 50% (arredondando dados de Priscila Coleman e colaboradores, 2017) cerca de 100 mil mulheres nos EUA podem ter sido forçadas a abortar quando ocorreu 200 mil abortos, no início da década de 1970. Quando ocorreu 1,5 milhão, pouco mais de 10 anos após a legalização, o número de abortos forçados pode ter chego a 750 mil ou mais.

Argumento 8. Legalizar evita novos abortos

Esse foi, na contagem da Quebrando o Tabu, o oitavo argumento. Eles afirmam na imagem que “Depois do procedimento, mulheres recebem contraceptivos ainda no hospital, evitando novas gestações”.

Vamos responder esse último argumento com informações do primeiro argumento usado pela Quebrando o Tabu.

Argumento 1. “Anticoncepcionais falham”.

A imagem da usada pela página Quebrando o Tabu traz informações de que pílulas falham 8% das vezes, camisinha de 2 a 5%, DIU 0,99% e pílula do dia seguinte em até 2%, com dados da OMS. Esses dados estão corretos e eles ajudam a responder ao argumento 8 usado por eles. Isso mostra que o abortista vê sim o aborto como um meio “contraceptivo”, uma correção da falha do método de contracepção. Isso explica o porquê que nos EUA, desde a década de 1960 e 1970 aumentou o uso de contraceptivos e aumento, em uma curva bem similar, o número de abortos provocados. A mentalidade contraceptiva e a mentalidade abortista é a mesma, ao negar a vida e a responsabilidade inerente a vida sexual. Isso também ajuda a entender o motivo pelo qual, estatísticas oficiais dos EUA, Canadá ou Reino Unido, mostrem que cerca de 40 a 50% dos abortos anuais, tratam-se de abortos repetidos. Ou seja, metade das mulheres estão lá recorrendo ao aborto pela segunda, terceira ou quarta vez na sua vida.

 

 

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