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Após o Caso Alvim, ocorrido no final de semana, quando o então secretário de Cultura Roberto Alvim foi afastado por usar um trecho da fala do ministro da propaganda nazista, Josef Goebbels, em seu discurso, jornais começaram a noticiar inúmeros casos envolvendo nazismo. A impressão que se tem é que estamos às voltas com uma onda nazista sem precedentes. Mas o que está de fato por trás disso?

O jornal catarinense NSC Total estampou a notícia de que um homem pendurou uma camiseta com suástica na janela do seu apartamento, em São José. O homem foi preso pela Polícia. No primeiro parágrafo da notícia, nota-se a imediata identificação do fato com fatos anteriores, que dão verossimilhança à seleção de fatos pelo jornal:

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“Depois do vídeo do ex-secretário de Cultura do governo federal, Roberto Alvim, com menção a uma fala de um ministro da Alemanha nazista, na última semana, um episódio em São José, na Grande Florianópolis, trouxe o tema à tona novamente”.

Acontece que, embora reais, os fatos reportados na onda de notícias dizem respeito a um fenômeno que não reside necessariamente na esfera real, mas em uma marca da prática jornalística. Mais do que fatos acontecidos, as notícias revelam um fenômeno característico da seleção dos fatos: trata-se do efeito pauta sobre pauta. É quando fatos ou eventos públicos e noticiados se tornam pauta e critério para a escolha de outros fatos.

Isso quer dizer que a realidade é rica em fatos, que podem ser escolhidos conforme determinados critérios. Evidentemente, a cada fato transformado em notícia, há uma sugestão de novo critério narrativo, criando um efeito em que quanto mais notícias, mais pautas surgem que o confirmem, em uma escalada de suítes e reportagens, gerando uma falsa sensação de realidade.

O efeito pode criar um pseudo-ambiente social e favorecer narrativas determinadas. Por este motivo, os fatos que originam uma escalada são sempre suspeitos de terem sido criados ou gerados por grupos interessados na ampliação da cobertura.

Os jornalistas e editores sabem muito bem que o tema nazismo se tornou assunto e, sendo debatido e comentado pela sociedade, agrega para si grande potencialidade de atenção. Assim, aproveita-se a onda, o trend, o marco de atenção, para atrair leitores e cliques.

Efeito carrega perigos reais

No entanto, este efeito característico da prática do jornalismo tem um grande potencial de provocar mudanças sociais e na opinião pública. Não foram poucos os casos, no passado, de escalada narrativa gerada e aproveitada por movimentos políticos, governos e grupos interessados, para estigmatizar e perseguir grupos rivais. No caso do nazismo, este é precisamente o caso.

A esquerda jornalística aproveita-se do tema para associar ao nazismo quaisquer opiniões que contrastam com a sua. No presente caso, apoiadores do governo passam a ser vistos como nazistas, o que abre perigosos precedentes para a perseguição e destruição de reputações, técnica muito usada pela esquerda.

Foi assim que os próprios nazistas fizeram

Antes do Holocausto, que matou 6 milhões de judeus, os nazistas iniciaram uma campanha de estigmatização e assassinato de reputação contra judeus conhecidos, até chegar ao ponto de suprimir seus direitos à expressão e, finalmente, a direitos de propriedade. Por fim, a eliminação física do adversário, que completa um ciclo iniciado na mera associação com rótulos odiosos e publicamente reconhecíveis como encarnações do mal.

O nazismo é crime no Brasil. Imputar crime a outro, portanto, também está sujeito a punição da lei. O que está acontecendo no Brasil é uma caça às bruxas, fruto de planos anunciados publicamente e concretizados em atos violentos, como o atentado contra o então candidato Jair Bolsonaro, que visava tirá-lo do pleito, em clara rejeição ás pautas defendida por ele e por ampla maioria da população.

 

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Marcelo Marques Costa
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Marcelo Marques Costa

Senhor Cristian Derosa precisamos divulgar este livro que foi lançando em novembro do ano passado e existe uma dificuldade em encontrá-lo nas livrarias. Livro importantíssimo para compreendermos o comunismo no Brasil.

Diplomata lança “O Livro Negro do Comunismo no Brasil”

Segue o link de um artigo sobre o mesmo: http://www.jornalopcao.com.br/colunas-e-blogs/imprensa/diplomata-lanca-o-livro-negro-do-comunismo-no-brasil-228228/

COMUNISTAS NÃO PASSARÃO!!!!!!

abraços.

Zk'Alff
Visitante
Zk'Alff

” Cá entre Nós : se a Alemanha houvesse vencido a 2ª Guerra alguém se preocuparia com comunismo ” ?????