As fontes usadas no jornalismo contemporâneo já não são aquelas pessoas, profissionais, especialistas e instituições que ficavam aguardando passivamente os repórteres ligarem para tirar alguma dúvida. Talvez nunca tenham sido assim. Mas hoje as fontes são ainda mais ativas: enviam releases, reportagens, relatórios semanais, diários, para as redações, indicando especialistas e entrevistados para cada assunto. E isso ajuda tanto a prática jornalística que acabou transformando-a em outra coisa.

Quem se interessa por jornalismo precisa saber a diferença entre fatos reais e fatos noticiáveis. Nem todos os fatos reais são noticiáveis, mas espera-se que os fatos noticiados sejam reais. As fontes jornalísticas, hoje, se organizam em grupos, movimentos e instituições responsáveis por converter alguns fatos reais do seu interesse em fatos noticiáveis, segundo o interesse midiático, isto é, atendendo aos critérios de noticiabilidade.

Não se conclui que uma fonte é confiável pelo seu tom de pretensa imparcialidade ou neutralidade. A linguagem jornalística é constituída de numerosos artifícios para que o jornalista resguarde-se da responsabilidade pelos fatos divulgados pelas suas fontes. Se você deseja escrever de maneira jornalística, precisa aprender essas técnicas, pois nem sempre terá certeza da veracidade e confiabilidade da sua fonte. Mas alguns critérios são necessários para se alcançar alguma segurança.

Uma das maneiras de saber em quem confiar é compreender os interesses por trás das fontes, prevendo seus posicionamentos e, assim, julgando se uma informação está ou não carregada de vieses suspeitos. A fontes suspeita pode ser, em muitos casos, uma fonte insuspeita, por exemplo.

Uma ONG que defenda a liberação das drogas pode não ser confiável para se estabelecer números de internações por problemas com drogas. Mas é plenamente confiável quando fornece números sobre usuários de drogas, ao menos para se ter um número mínimo.

É preciso ter em mente a classificação mais usual de fontes, como oficial, institucional, informal, documental, bibliográfica, entre outras. As fontes oficiais são muito necessárias e têm sua função, assim como as institucionais, desde que se conheça as suas intenções. Da mesma forma, o papel da fonte informal também tem uma função de humanizar a matéria e torná-la verossímil. Esses recursos são importantes para gerar credibilidade no texto.

Fontes pautam o jornalismo

O jornalista e professor Carlos Chaparro organiza a historia do jornalismo em quatro  grandes mudanças:

  1. A invenção do telégrafo, que popularizou a notícia como a conhecemos;
  2. A invenção da máquina rotativa, que impulsionou as tiragens e espalhou jornais pelo mundo;
  3. O surgimento de uma estrutura tecnológica de comunicação (TVs, Rádios, grandes empresas), que fizeram do jornalismo uma linguagem universal;
  4. A revolução das fontes: com novas técnicas de difusão, como a internet, as fontes se tornam ativas e passam a pautar o jornalista.

Assim, as fontes são hoje parte essencial do conteúdo jornalístico. O surgimento da internet trouxe uma grande mudança na estrutura dos jornais, como mencionei no livro Fake News: quando os jornais fingem fazer jornalismo (Estudos Nacionais, 2019): a dependência econômica das grandes empresas foi substituída por uma dependência do terceiro setor, grande fonte de pautas.

Enquanto o meio empresarial tinha seus interesses e principalmente seus produtos, o terceiro setor, as ONGs, trazem hoje uma assustadora uniformidade ideológica e servem de ferramenta de poderosas agendas internacionais, abastecidas com o dinheiro de milionários progressistas e fundações internacionais.

Aulão sobre Fontes jornalísticas

Se você perdeu a inscrição para o Curso Online de Jornalismo, estou oferecendo um aulão sobre as fontes jornalísticas, que abrirá inscrições nesta semana. É só entrar no grupo de whatsapp e aguardar o link de inscrição, que ficará aberta por tempo limitado.

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JoséRafael NascimentoJOSE SOUZA Recent comment authors
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JOSE SOUZA
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JOSE SOUZA

A grande imprensa usa as técnicas manjadas dos manuais de marketing, pra atender as exigências dos patroes da mídia (que são os banqueiros globalistas interessados no poder e graaaana)…………….. e os jornalistas sem caráter nenhum obedecem.
Vide tb a pauta fraudulenta do aquecimento global que quer arrecadar 15 trilhões de U$ dos diversos países (inclusive do Brasil).

José
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José

Perfeito na sua colocação.

JOSE SOUZA
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JOSE SOUZA

“No Brasil e no mundo, a imprensa é muito séria. Pagando bem eles publicam até a verdade !!!!” (Juca Chaves)

Rafael Nascimento
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Rafael Nascimento

A Folha de SP virou ativismo puro. Não sobrou mais nada de jornalismo lá