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Este Natal foi marcado pela decapitação de 11 cristãos na Nigéria, pelo grupo extremista islâmico Boko Haram. O vídeo foi divulgado no dia 26 de dezembro com o claro objetivo de coincidir com as festas natalinas. O ato é apenas uma das formas de manifestação do ódio aos cristãos. Além do silêncio dos grandes jornais, grupos extremistas como o Porta dos Fundos usam a linguagem do humor e do escárnio para expressarem seu ódio anticristão.

Depois que um grupo católico buscou as vias legais contra a ofensa do vídeo do Porta dos Fundos, obteve decisão favorável em tribunal de primeira instância, que recomendou a retirada do vídeo. Mas o ministro do Supremo, Dias Toffoli, decidiu pela manutenção da exibição do vídeo, alegando tratar-se de “liberdade de expressão”. Com isso, Toffoli se alinha aos ativistas do Porta dos Fundos, mas também endossa atos como os do Boko Haram.

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Nesta semana, o colunista do UOL Leandro Sakamoto, afirmou que o processo dos católicos para a retirada do vídeo “endossa” o coquetel-molotov jogado contra a sede do Porta dos Fundos por um lunático neofascista que tentou se passar por conservador. Com isso, o colunista não apenas nega a legitimidade de defesa dos cristãos contra ofensas, como tenta criminalizá-la. No caso da decisão de Toffoli, no entanto, há algo muito mais preciso e mortal que o une aos extremistas mais radicais: o ódio aos cristãos e á sua possibilidade de defesa.

Segundo o filósofo Olavo de Carvalho, o STF está legitimando ataques contra os cristãos e o compara às pretensões do lobby gay, estas sim, contra a liberdade de expressão:

“Qualquer piadinha de gay é crime, mas o escárnio ostensivo ao cristianismo é prática horada e legítima protegida pelo STF”.

Para o escritor católico Luis Antequera, no livro Cristofobia: a perseguição aos cristãos no século XXI (que será lançado no Brasil com financiamento coletivo), relata como a escalada de ódio gera a criação de leis restritivas e punitivas, fruto de um ambiente cada vez mais hostil à fé, o que indica um clima de absoluta intolerância religiosa.

Um dos alertas de Antequera está justamente na utilização da legislação vigente contra essa perseguição, como no caso do Egito e outros países que, a despeito de não praticarem uma perseguição declarada, as leis que protegem a liberdade religiosa acabam sendo utilizadas contra os cristãos.

Reações impremeditadas aumentam força dos perseguidores

Esse risco esteve presente no processo promovido pelo grupo católico Centro Dom Bosco, de acordo com o alerta do jornalista católico Bernardo Küster. Para ele, grupos de outras denominações religiosas poderiam se valer de proibições de conteúdo católico tão logo se sintam ofendidos diante de explicações católicas ou teológicas sobre as variadas crenças.

Em recente artigo, também denunciei as distorções feitas pelos que odeiam os cristãos e desejam ver todos os conservadores demonizados como censores e terroristas, ao vincular ações judiciais a atos violentos como o coquetel-molotov do neofascista Eduardo Fauzi, que é discípulo do ideólogo russo Alexander Dugin.

O maior risco dos processos judiciais, porém, está no fornecimento de vitimização por parte de grupos e movimentos marcadamente anticristãos, que usam as iniciativas jurídicas para vinculá-las à censura de suas liberdades. Em recente comunicado nas redes sociais diante do processo movido contra o Porta dos Fundos, o Netflix anunciou que irá lutar para defender o princípio da liberdade de expressão, que segundo a postagem, “é o coração das grandes histórias”.

Os perseguidores e odiadores do cristianismo ganharam, com isso, voz, força e legitimidade não apenas perante a imprensa como diante da Suprema Corte do país.