Entrevista: “Aberração jurídica”, diz Miguel Nabig ao relembrar frase de procuradora

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Youtube-Reprodução
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Em entrevista ao Direto aos Fatos, o fundador do Movimento Escola Sem Partido, Miguel Nagib, relembrou, entre outras coisas, a frase da procuradora Déborah Duprat, que disse que crianças não pertencem à família, mas ao estado. Uma “aberração jurídica”, disse Nagib, que falou sobre o início do projeto e suas dificuldades.

Miguel Francisco Urbano Nagib é advogado brasileiro, conhecido por ser fundador e líder do movimento Escola sem Partido, fundado em 2003, e idealizador do texto que originou diversos projetos de lei homônimos. É procurador do Estado de São Paulo em Brasília desde 1985 e foi assessor de ministro do Supremo Tribunal Federal de 1994 a 2002.

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Miguel Nagib, idealizador do projeto Escola sem Partido, que teve inicio em tramitação para se tornar projeto de lei somente em 2014, esclarece que o projeto teve início em 2003, ao constatar, através do material de seus filhos, que a doutrinação política partidária, estava presente nas escolas e universidades, ferindo o direito dos pais de educar seus filhos e dos alunos de desenvolveram o pensamento crítico ao serem talhados de terem contato com as duas versões dos fatos ensinados.

Ao ser questionado como o procurador identificou o problema de doutrinação nas escolas, frisou: “A ideia não é original. Não foi eu quem teve a ideia de criar uma página para documentar o problema da doutrinação. Aproveitei uma ideia uma ideia que na época eu tinha visto em um site americano chamado “stop doutrination” (não a doutrinação). E eu sabendo do problema que o problema existia no brasil porque eu havia passado por ele como estudante, meus filhos todos haviam passado por ele, eu decidi então criar esta página, para documentar, para criar uma espécie de acervo de provas para que pudesse demonstrar a extensão desse problema e o alcance que ele tem dentro do sistema educacional. Porque o problema maior que nós tínhamos então era provar que isso existia. Porque essas coisas, esses abusos ocorreram no segredo das salas de aula. Então a primeira reação dos nossos adversários, ainda hoje, por incrível que pareça, tem gente que diz isso é nos acusar de paranoico, são os paranoicos do Escola Sem Partido. Como se, o que a gente estivesse denunciando, fosse uma alucinação. E na verdade não é. Existem hoje, graças ao trabalho da Escola sem Partido, toneladas e toneladas de provas de que nos estamos diante de um câncer já em estado, há muito tempo, em estado de metástase do sistema educacional”.

O advogado ainda cita uma denúncia feita por alunos do Estado de Santa Catarina, em que uma professora está sendo processada por usar mais da metade de sua aula para doutrinação das aulas em prol de um partido político.

Esclarece-se que a forma mais efetiva de se doutrinar um aluno é na aula de história, onde esconde-se um lado e somente um lado é ensinado, onde o Escola sem Partido, visa que ambos os lados sejam ensinados para que este possa desenvolver o seu senso crítico.

A jornalista relembrou o fato da procuradora federal dos Direitos do Cidadão Deborah Duprat que, em um debate com o Dr. Miguel Nagib, em 2017, afirmou que a criança não pertence à família. No entendimento da procuradora, existe uma “percepção equivocada de que a criança pertence à família, que a família tem um poder absoluto sobre a criança. Não é verdade”. O advogado reafirma que isso é um absurdo e que a procuradora usa se utiliza de seu cargo para promover a doutrinação. “Aberração jurídica”, afirmou.

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