EUA matam o mais importante general iraniano

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Pixabay
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Aumenta a tensão no Oriente Médio após o Pentágono confirmar ataque  a um dos homens fortes do aiatolá Khamenei.

O general iraniano Qasem Soleimani, que comandava a força de elite Quds da Guarda Revolucionária, morreu nesta madrugada de quinta para sexta-feira, em um bombardeio no aeroporto da capital iraquiana realizado pelo Exército dos Estados Unidos, seguindo ordens do presidente Donald Trump, o que foi confirmado pelo Pentágono.

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A televisão oficial iraquiana anunciou a morte do general Soleimani, bem como a de Abu Mehdi al Muhandis, o número dois das Forças de Mobilização Popular pró-Irã (Hashd al Shaabi), “em um bombardeio nos EUA”. Cinco outras pessoas morreram no ataque, de acordo com a Associated Press.

Pouco antes do Pentágono confirmar o ataque, o presidente Dobald Trump postou uma bandeira americana sem texto. Já o secretário de Estado Mike Pompeo, postou no Twitter um vídeo em que declara “Os iraquianos estão dançando nas ruas pela liberdade; gratos que o general Soleimani não esteja mais lá”

O Pentágono acusou o general e suas forças Quds pela “morte de centenas de norte-americanos e membros da coalizão”.

Soleimani estava encarregado das operações fora do Irã dos Guardiões da Revolução e esteve presente na Síria e no Iraque, supervisionando as milícias apoiadas por Teerã nos dois países árabes. Informou o El País.

O ataque faz aumentar a tensão no Oriente Médio. Na última terça-feira, integrantes de uma milícia ligados ao Irã quebraram o muro da Embaixada americana no Iraque, ao grito de “Morte aos Estados Unidos!” A embaixada foi praticamente destruída.

A mais alta autoridade no Irã, o aiatolá Ali Khamenei, culpou as “pessoas mais cruéis do mundo” pelo assassinato do comandante “honrado”, que “lutou bravamente por anos contra males e bandidos do mundo”. “Sua morte não interromperá sua missão, mas criminosos que mancharam as mãos com o sangue do general Soleimani e de outros mártires devem esperar uma vingança”, acrescentou o líder, que declarou três dias de luto no país. O Irã também convocou na sexta-feira um chefe da embaixada suíça, que representa os interesses dos Estados Unidos em Teerã na ausência de relações diplomáticas entre os dois países.

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