Bolívia busca ajuda de Israel na luta contra o terrorismo

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O anúncio ocorreu após a Bolívia anunciar que estava renovando os laços diplomáticos com Israel, após um hiato de 10 anos, sob a liderança do ex-presidente Evo Morales, agora no exílio.

Como noticiamos na última semana, o governo interino da Bolívia criou novas unidades antiterrorismo destinadas a erradicar grupos estrangeiros que ameaçam a estabilidade do país.

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Ministro diz que os israelenses ‘sabem como lidar’ com terroristas

Murillo disse à Reuters que a polícia local está investigando esquerdistas com supostos laços com o presidente venezuelano Nicolas Maduro, pois o ex-presidente vem tentando desestabilizar a região. O governo interino da Bolívia, liderado pela presidente Jeanine Anez, revelou uma nova força policial antiterrorista que, segundo ela, visa desmantelar grupos estrangeiros “ameaçando” o país sul-americano.

Murillo disse, na sexta-feira, dia 6, que as unidades eram “duras e não brincavam”, e que vários países haviam ajudado no treinamento. Ele também disse que pediu ajuda a Israel, citando sua experiência com o terrorismo.

“Nós os convidamos para nos ajudar”, disse Murillo à Reuters. “Eles estão acostumados a lidar com terroristas. Eles sabem como lidar com eles”, disse ele sobre os israelenses. “A única coisa que queremos é trazer a paz.”

Durante uma cerimônia nesta semana para apresentar a nova força, Murillo disse que as unidades antiterroristas têm

“uma missão de desmantelar absolutamente todas as células terroristas que estão ameaçando nossa pátria”.

O ministro disse que o estado tinha que agir para “libertar a Bolívia desses narcoterroristas que se estabeleceram no país nos últimos 14 anos” – uma referência apontada ao mandato de Morales.

Morales renunciou em 10 de novembro, em meio aos protestos sobre seu aparelhamento das eleições de 20 de outubro. Ele fugiu para o México no dia seguinte, depois de perder o apoio dos militares e da polícia, alegando ter sido vítima de um golpe.

O governo de transição de Anez, ex-oponente de Morales, denunciou a influência estrangeira no país desde que assumiu o poder, nomeando colombianos, peruanos, cubanos e venezuelanos em momentos diferentes. Seu governo culpou Evo Morales, em conluio com estrangeiros, por provocar violentos confrontos durante mais de um mês de violência pós-eleitoral na Bolívia, que deixou dezenas de pessoas mortas.

O ministro das Relações Exteriores israelense, Israel Katz, deu boas-vindas ao anúncio, dizendo que “contribuiria para as relações exteriores de Israel e seu status internacional”.

Katz disse que o Ministério das Relações Exteriores trabalha há muito tempo para renovar as relações diplomáticas, inclusive por meio do presidente Jair Bolsonaro e do ministro das Relações Exteriores do Brasil. Mas a medida foi possível após a expulsão de Morales “que era hostil a Israel”, disse Katz, e o surgimento de um governo solidário ao Estado judeu.

A Bolívia cortou laços diplomáticos com Israel em janeiro de 2009 após a Operação Cast Lead, uma guerra contra o grupo terrorista do Hamas em Gaza. Na época, Morales fez uma defesa ao grupo palestino Hamas.

Morales foi um dos críticos mais ferozes de Israel durante a guerra de Gaza em 2014, quando a Bolívia declarou Israel um “estado terrorista”. O país também cancelou um acordo de 30 anos que permitia aos israelenses visitar a Bolívia sem vistos.

O novo governo boliviano deseja redefinir a política externa do país após a partida de Morales. Na semana passada, o governo da Bolívia nomeou seu primeiro embaixador nos Estados Unidos em 11 anos.

As informações são da Times of Israel

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