Brasil pode aderir à Agenda 2030 na OCDE dia 11 em Paris

4
Anúncio:

Se delegação de diplomatas do Brasil ratificar todos os 82 instrumentos normativos junto à OCDE no dia 11/12, em Paris, a Agenda 2030 da ONU passa a ter ainda maior influência nas políticas de Estado e o projeto conservador vitorioso nas urnas de 2018 estará fortemente ameaçado.

Isso porque um único instrumento normativo presente nos acordos pode representar verdadeiro cavalo de tróia para a soberania nacional.

Anúncio:

Trata-se do Policy Coherence for Sustainable Development (PCSD), que pede aos signatários, membros e não membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que se dediquem a “construir o forte comprometimento junto aos mais altos níveis políticos e de lideranças do país para promover ações” que reforcem e tornem prioridade as diretrizes de sustentabilidade do PCSD e Objetivos de Desenvolvimento sustentável (ODSs), da Agenda 2030, das Nações Unidas. Como se sabe, a Agenda inclui comprometimentos de estado com questões como políticas de gênero e aborto, por exemplo, além de submeter a administração nacional à autoridade estrangeira.

A solução para o governo seria ratificar apenas 81 dos 82 instrumentos, recusando a recomendação PCSD. Esse instrumento foi assinado no apagar das luzes do governo Michel Temer, mas sua atualização o torna ainda mais perigosa, pois dá poder ao projeto globalista.

O tema da OCDE é sensível por ser visto como conquista do novo governo na aproximação do Brasil em se tornar membro da organização. Importante destacar que uma recusa em ratificar esse instrumento especificamente, o PCSD, não significaria prejuízo nas negociações para uma entrada próxima do Brasil na OCDE.

O problema é que defensores da Agenda 2030, simpáticos ao projeto globalista, ocupam posições chaves no governo. Um dos grandes defensores da Agenda 2030 como instrumento de gestão supranacional é Marcelo Barros Gomes, que é servidor do TCU, mas ocupa cargo de titular na Subchefia de Acompanhamento de Politicas Governamentais, na Casa Civil. Seu poder formal envolve nada menos do que analisar o mérito e conveniência de todos os atos da Presidência da República.

Em artigo em que foi coautor, Gomes mostra ser ele um dos grandes defensores da atual postura ativista do TCU em usar seu poder fiscalizador para cobrar de órgãos do governo que desenvolvam políticas públicas alinhadas aos ODSs da Agenda 2030.

Episódios recentes vêm mostrando que com o atual nível de comprometimento entre o Brasil e a Agenda 2030, e a postura ativistas do TCU e TCEs, o instrumento da ONU já tem sido capaz de influenciar inúmeras políticas públicas e governos. Se o Brasil assinar o PCSD no dia 11, sacramenta sua submissão ao projeto globalista.

A recomendação incluída no documento ainda propõe que a Agenda 2030 se torne política de Estado, não sendo afetada pela alternância de governos, e que tenha um organismo independente para monitorá-la, algo que o TCU já vem realizando. Adiciona ainda o comprimisso de políticas de gênero, reforçando a ideologia presente em toda Agenda 2030, que busca implementar.