Manifesto da Lumine condena conteúdo do Netflix

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A Lumine.tv, plataforma conservadora de streaming de filmes, séries e documentários, publicou um manifesto em repúdio ao filme A última tentação de Cristo, do grupo Porta dos Fundos, oferecido pelo Netflix. Às vésperas do Natal, o filme retrata a figura de Jesus Cristo como homossexual de esquerda.

O filme ofensivo vem sendo repudiado por cristãos de todo o país, que condenam nas redes sociais a plataforma que abrigou o conteúdo, objeto de boicote e críticas. Não é a primeira vez que o Netflix adere a campanhas agressivas contra os conceitos da família e da vida e é boicotado por cristãos e conservadores. Em maio deste ano, a empresa se pronunciou contra uma lei americana do estado da Georgia que restringia o aborto, mostrando-se claramente favorável à prática. Além disso, a qualidade artística de parte de seu conteúdo já vem sendo questionada por usuários.

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A Lumine.tv vem sendo, assim, uma alternativa ao cansaço com os conteúdos chamados de “lacradores”, propagandistas de agendas ideológicas e culturais avessas aos valores da sociedade.

O manifesto da Lumine foi publicado no dia em que foi anunciado o lançamento do filme do Porta dos Fundos, grupo que já é conhecido por paródias da fé cristã. “Quando o bom senso é sequestrado do debate público, é necessário gritar pelo seu retorno”, diz um trecho do manifesto. “Por isso, decidimos escrever esse manifesto para enfatizar nossa posição”.

O texto apela ao resgate da tradição artística e cultural da boa vontade e a reflexão em tempos natalinos, o que vem caindo no esquecimento.

Leia abaixo o manifesto da Lumine, que foi publicado nas redes sociais

Vivemos em um período histórico onde é necessário afirmar obviedades como se fossem novidades radicais. Hoje faremos isso de maneira enfática e resoluta reiterando nosso compromisso como empresa: NÃO concordamos com o desrespeito à vida, história e imagem de Jesus Cristo e do cristianismo perpetuado em tantos filmes e séries disponíveis no mercado hoje em dia. Quando o bom senso é sequestrado do debate público, é necessário gritar pelo seu retorno. Por isso, decidimos escrever esse manifesto para enfatizar nossa posição.

Faz parte de uma longa tradição artística e cultural termos uma atitude de recolhimento e boa vontade mais acentuada no período do Natal. São incontáveis os exemplos na história, na arte e na cultura onde os dias que antecederam o Natal foram utilizados para uma boa reflexão sobre o que há de importante na vida humana e na nossa relação com o próximo. Somente na literatura temos infindáveis exemplos de livros dedicados ao tema. E por sermos uma plataforma de filmes, podemos destacar muitas obras que tratam desse tema e que estão ou estarão no nosso catálogo. Filmes como “A Felicidade Não se Compra”, “O Evangelho segundo São Matheus”, “Marcelino Pão e Vinho” são clássicos e obras primas do cinema mundial que destacam a beleza desse período do ano. São exemplos de obras artísticas concebidas para o bem de quem as consome e que foram criadas com um espírito de boa vontade e sensibilidade por parte de seus artistas.

E como nós mesmos como empresa somos responsáveis pela aquisição e produção de filmes, afirmamos enfaticamente que é impossível haver qualquer ganho artístico ou narrativo mediante a ridicularização da imagem de Jesus Cristo. Para nós é justamente o contrário: o nascimento, morte e ressurreição de Jesus são o motor para a criação de muitas outras histórias inspiradas nessa grande história. Entendemos que uma obra de arte pode abordar diferentes aspectos a respeito desse período histórico sem fazer nenhum tipo de caricatura ou ofensa à imagem de Jesus. Muitas obras foram criadas nos mais diversos formatos e gêneros que são saudáveis e aceitáveis. Mas para fazer isso é necessário maestria, boa vontade, domínio técnico e sensibilidade por parte dos artistas envolvidos na criação das obras – algo que tem feito muita falta em muitos representantes da classe artística contemporânea.

Mas não foram só artistas e escritores que se destacaram por fazer do Natal um período importante de reflexão sobre a vida de Jesus e sobre nossas vidas. Apenas para enfatizar o quanto esse belo espírito natalino nos comove, podemos destacar tantos momentos históricos onde o período do Natal foi decisivo para perpetuar a paz. Podemos falar, por exemplo, da famosa Trégua de Natal durante a Segunda Guerra onde tantos soldados decidiram largar por terra suas armas e entoar canções natalinas. Foi um momento simbólico de paz e unidade em meio a um dos eventos mais violentos da história moderna. Como comparar essa compaixão de comandantes de guerra, que não tinham apreço para com seus inimigos, com a atitude de artistas que deveriam dedicar sua criatividade para nossa sensibilização? Há algo de errado num mundo em que soldados têm mais compaixão do que artistas.

Diante de tantos exemplos de ofensa e ridicularização que vêm acontecendo nos últimos anos contra a figura de Jesus Cristo, gostaríamos que esse texto servisse de inspiração para o resgate do bom espírito natalino que precede o dia 25 dezembro e também para reiterar nossa posição como plataforma de filmes e séries. Ridicularizações feitas justamente no período do Natal geram ainda mais dessensibilização e falta de empatia pois maculam a data que deveria comover nosso coração e inspirar nossa alma para o bem comum. Enfatizamos que seguiremos firmes e fortes em nosso compromisso de levar belas histórias para todos nossos assinantes. Queremos que muitas dessas histórias que iremos propagar valorizem a vida de Jesus Cristo para, com isso, enriquecer nossa alma, despertar nosso espírito e comover o nosso coração.