Porta dos Fundos ataca novamente a fé cristã em “especial de Natal” no Netflix

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Famoso por peças de humor que visam provocar a fé cristã, o Porta dos Fundos não pretende mais esconder seu ódio contra a religião hoje mais perseguida do mundo. Para este Natal, o grupo preparou um “especial”, que já está disponível no Netflix. O filme mostra Cristo como um homossexual de esquerda típico das universidades brasileiras.

Com o título de “A Primeira Tentação de Cristo”, a série está repleta de desrespeito e clara provocação à fé dos cristãos. Segundo a sinopse, José (Rafael Portugal) e Maria (Evelying Castro) prepararam uma festa surpresa para seu filho Jesus (Gregório Duvivier), mas Jesus aparece na festa acompanhado de seu namorado. Na festa um dos convidados revela ser o próprio Deus e informa a missão de Jesus, o que parece contrariar os planos do Jesus interpretado por Duvivier. A série retrata o Filho de Deus com o estereótipo de um estudante universitário, “das humanas”, que diz preferir “coisas como malabares, miçangas e saraus de poesia”.

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Autoridades já falam em genocídio fruto do ódio a cristãos

O ataque aos símbolos e verdades da fé cristão não é novidade no Ocidente, lugar do mundo em que os cristãos e judeus são as comunidades mais perseguidas, segundo relatório internacional. Mas nos últimos anos a perseguição vem alcançando recordes.

A editora Estudos Nacionais está lançando uma campanha de financiamento coletivo para a publicação de um livro que denuncia o ódio aos cristãos no mundo. O livro Cristofobia: a perseguição aos cristãos no século XXI, do espanhol Luis Antequera, traz de forma jornalísticas os fatos e a realidade da perseguição no mundo, tanto no Oriente quanto no Ocidente.

Em 2017, o Escritório para Instituições Democráticas e Direitos Humanos (ODIHR), publicou um levantamento – avassalador – realizado em diversos países, dentre eles, participaram os Estados Unidos, Canadá, Europa e alguns da Ásia Ocidental, que uniu dados de mais de 125 organizações internacionais. Na época, a pesquisa levantou que, para cada 369 ataques a cristãos, há 185 ataques a muçulmanos, ou seja, para cada 2 cristãos atacados apenas pela sua religião, 1 muçulmano é atacado. Isto causou estranhamento, uma vez que a pesquisa tomou como pauta os países ocidentais, todos de origem cristã, e que possuem como religião predominante o cristianismo. Os judeus também acabam sendo mais perseguidos por sua religião. Considerando as três grandes religiões abraâmicas, a menor em termos populacionais é também a mais perseguida: os judeus, com 1256 ataques anuais.

Mas em maio deste ano, uma reportagem da BBC começou a classificar a perseguição a cristãos como algo já próximo a um genocídio. Segundo a reportagem, uma em cada três pessoas ao redor do mundo padece de perseguição religiosa, sendo os cristãos “o grupo religioso mais afetado”.

“A religião corre o risco de desaparecer em algumas regiões do planeta”, segundo a reportagem e “em certas regiões, a escala e a natureza da perseguição, comprovadamente, estão perto de atingir a definição internacional de genocídio, de acordo com a adotada pela ONU.”

Segundo consta, o chanceler britânico Jeremy Hunt se manifestou sobre o porquê dos governos ocidentais estarem “adormecidos”, termo por ele usado, em relação a essa epidemia que não para de aumentar:

“Acho que há uma preocupação equivocada de que seja algo do tipo colonialista falar sobre uma religião (cristã) que era ligada às potências coloniais e não aos países que invadimos como colonizadores. Isso talvez tenha criado certo constrangimento em abordar essa questão, o papel dos missionários sempre foi polêmico e acho também que levou algumas pessoas a se distanciarem desse tema.”