Amazônia: Após governador trocar delegado, Justiça liberta suspeitos de queimadas

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Helder Barbalho/Imagem Agência Brasil
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Helder Barbalho, governador do Pará, substituiu o delegado responsável pelo inquérito policial que investiga os responsáveis pelos incêndios na Área de Proteção Ambiental (APA) Alter do Chão, em Santarém, no Pará, em setembro deste ano.

Assista: acusados de atear fogo na floresta soltos após interferência do governador 

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Em vídeo, o governador alega preocupação com o caso que resultou na prisão de quatro brigadistas.

A Polícia Civil havia prendido os dirigentes da ONG Brigada de Incêndio Florestal de Alter do Chão, acusados de incendiar a floresta para se autopromover, recebendo, assim, financiamentos para atuar no combate aos focos de incêndio.

O governador disse estar preocupado com a situação:

“Gostaria de dizer da minha preocupação com o episódio ocorrido em Santarém e que resultou na prisão de quatro pessoas. Prisão esta [resultante da] investigação da Polícia Civil e da decisão e determinação da Justiça. Por isso, determinei que houvesse a mudança do presidente do inquérito”,

Sem explicar o motivo da troca de delegado, Barbalho disse que:

“O caso requer atenção e toda a transparência necessária. Ninguém está acima da lei, mas, ao mesmo tempo, ninguém pode ser vítima de prejulgamento ou ter seu direito à defesa cerceado. A minha preocupação é com a Amazônia. É com o direito das pessoas. E, acima de tudo, que o Estado possa cumprir de maneira efetiva e transparente os interesses e a defesa da nossa sociedade”.

Após a mudança de delegado, a Justiça do Pará determinou que os quatro brigadistas presos, acusados de atear fogo na mata, fossem soltos. Segundo a Agência Brasil, pessoas próximas aos acusados confirmaram que eles já estão em liberdade.

Processos contra Helder Barbalho 

Ano passado, o governador foi acusado pelo Ministério Público do Pará, por envolvimento em casos de corrupção. Helder Barbalho é citado nas interceptações telefônicas da operação Gramacho, que investiga os danos causados pelo lixão na região metropolitana de Belém. Em nota, Helder alegou que a acusação “é descabida”.

Outra acusação contra o governador é referente a uma delação da Odebrecht, acusando Helder Barbalho de receber R$ 1,5 milhão em campanha 2014.

Governador contratou médico condenado por crime ambiental (crime de incêndios florestais)

No início deste ano, Barbalho contratou o médico Cleostenes Farias do Vale, (Doutor Farias), como chefe do 10º Núcleo Regional da Secretaria de Estado de Transportes (Setran), com sede no município de Alenquer, região oeste paraense.

Doutor Farias foi condenado pela justiça por crime ambiental, por ter desmatado 43,66 hectares de floresta nativa, na gleba Camburão, município de Alenquer.

 

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