Ambev premia ONGs, fortalece Agenda 2030 e pautas progressistas

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Foto: Ambev/divulgação.
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O prêmio Melhores ONGs 2019 tem apoio da AMBEV, dentro do Pacto Global, com a adesão aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A cerimônia que celebrou a iniciativa foi realizada na noite desta segunda (18), no Teatro J. Safra, em São Paulo.

Em sua terceira edição, o evento que é realizado por iniciativa do Instituto Doar, junto com a agência O Mundo Que Queremos e Rede Filantropia, contando com parceria da Fundação Getúlio Vargas.

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O prêmio é direcionado a organizações não governamentais que mais impactam a sociedade, dentre alguns dos premiados deste ano, estão: o Instituto Sou Da Paz, grande responsável pelo plebiscito do desarmamento no Brasil e a ONG IMAFLORA, que viabiliza certificação florestal e agrícola, cujo membro também pertence ao Grupo Folha de empreendimentos socioambientais. Ambas, progressistas e adeptas às mesmas diretrizes.

A Ambev, com seu projeto VOA, reforça a iniciativa das ONGs e demonstra seu posicionamento pró-Agenda 2030. O movimento da empresa alimenta pautas progressistas via parceria iniciativa privada e terceiro setor, com foco em influenciar o setor público e a sociedade de forma política e ideológica.

No cenário de tendência global de empresas socialmente sustentáveis, foi publicado no dia 20/11 o Especial Guia Exame de Sustentabilidade, como promoção ao marketing ecológico, em referência às diversas empresas que estão contribuindo para a disseminação e execução da Agenda 2030, Pacto Global e diretrizes da ONU dentro de cada país.

As entidades e empresas que declaram apoio a Agenda 2030 vêm sendo ampliadas e o instrumento de planejamento e gestão da Organização das Nações Unidas (ONU) passa a estar presente em todas as esferas da sociedade. Agora com apoio dessas empresas, cada cidadão, ao consumir produtos e serviços dessas empresas, indiretamente arregimenta o poder de influência da ONU e de forma compulsória, já que empresas como Ambev dominam seus mercados.

A publicação da Exame deixa explícita a necessidade de adesão à Agenda 2030 da ONU por parte da chamada “Indústria 4.0”. Segundo o membro do Conselho do Guia Exame, Marcel Fukuyama, não é possível somente governos e filantropia para a expansão global desses objetivos, é portanto, necessário que o capital privado mundial se adeque a essas diretrizes.

“De acordo com a Organização das Nações Unidas temos um investimento necessário de 4 trilhões de dólares por ano para financiar agenda 2030. Disso mais de 2,5 trilhões são para mercados emergentes. É irreal crer que apenas governos e filantropia serão suficientes. É preciso, além de mobilizar o capital privado engajar as empresas.”, apontou Fukuyama. (grifo nosso)

Segundo o site do Pacto Global, as empresas alinhadas com as ODS têm mais vantagens competitivas, mais incentivos e políticas públicas favoráveis. Ou seja, uma vez, firmada a adesão dos governos, a expansão para as empresas acaba sendo mais do que meramente a imagem de sustentabilidade que a empresa deseja alcançar, mas também, os benefícios econômicos por influenciar políticas públicas.

O discurso de sustentabilidade passa a alcançar o estágio de ação global e local, sendo imperativo a adequação de toda uma sociedade em diversas esferas, categorias e setores são tomados como mostra esta publicação do Pacto.
De maneira geral a população, ainda que desconheça as origens e consequências da Agenda 2030 e, por sua vez, do Pacto Global, acaba aderindo de forma involuntária e compulsória, quando colabora ou consome produtos e serviços dessas empresas.

Saiba mais em:

O que é a Agenda 2030 e por que ela é perigosa para qualquer país

Agenda 2030 afeta 95% de atributos de Planos Plurianuais do governo federal


Texto de Marlon Derosa e HZ.