Momento histórico: protesto ao STF mostra um povo mais politizado

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Facebook/dep. Filipe Barros
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Milhares de pessoas saíram às ruas neste domingo, dia 17, para manifestar-se contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e exigir o impeachment do Ministro Gilmar Mendes. Um dos fatos mais relevantes da grande manifestação ocorrida em várias cidades do país é o forte engajamento político da população. Pela primeira vez tivemos uma manifestação em massa com este objetivo único: o impeachment de um membro do STF.

Os manifestantes também expressaram repúdio ao presidente do Supremo, Ministro Dias Toffoli, em resposta ao descontentamento diante das últimas decisões do magistrado, como a determinação de acesso a dados sigilosos de mais de 600 mil pessoas físicas e jurídicas no Banco Central, o que foi amplamente considerado como um abuso de poder e uma ação autoritária do juiz da corte.

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O filósofo Olavo de Carvalho tem observado esse fenômeno que ocorre no Brasil. O engajamento do povo às questões sérias e importantes nas esferas de poder dá ao Brasil um status único no mundo: nenhum país possui um povo empenhado em acompanhar e participar das decisões políticas como vemos no Brasil de hoje. Segundo Olavo, o povo brasileiro está se tornando o povo mais politizado do Ocidente:

“O povo brasileiro é hoje praticamente o único, no mundo ocidental, que mostra alguma inteligência política. Que continue assim e se torne cada vez mais forte.”

Esta avalanche de engajamento que vai desde grupos de estudos a “tias de zap” tem causado muita preocupação nas classes mandantes do país. A CPMI das Fake News é somente uma das ferramentas utilizadas para tentar intimidar as vozes não alinhadas ao discurso hegemônico da grande mídia.

Divulgação Facebook/ Dep. Filipe Barros

A censura à internet tornou-se um dos maiores objetivos de políticos alinhados e financiados por ONGs globalistas. Nas palavras do magnata e político americano, Jay Rockefeller, “teria sido melhor que a internet nunca tivesse sido inventada”.

A espontaneidade e interação naturais do brasileiro levaram o país a ser um dos mais engajados nas redes sociais. A conversa informal na feira ou à mesa de bar expandiu-se a grupos de WhatsApp e a troca de informações nos diversos meios de comunicação social.

Não é a toa que a liberdade de opinião é ferrenhamente tolida nos governos comunistas. Já no restante da chamada ‘cultura ocidental’ o direito à liberdade de expressão torna-se cada dia mais difícil. O livre pensamento só é considerado livre se agrada a uma elite política. “Você tem o direito de falar aquilo que eu quero”.

Este controle total dos meios de comunicação estão enfrentando forte oposição, não da grande mídia, mas do próprio povo. São esses os comuns mortais que perceberam a situação atual e resolveram agir. Como diz Olavo de Carvalho “o capital intelectual é o que define o destino das nações.” Cada vez mais vemos um povo que não está ocioso, e que alimenta suas intenções com conteúdos mais sólidos. É evidente que o caminho para a formação de uma alta cultura no país é lenta, mas parece que a travessia está sendo feita, ao menos estamos no início. O “ódio” dos comunistas ao capital está tornando-se, cada vez mais, em ódio ao capital intelectual.

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