Conducta Imprópria – Os campos de concentração para homossexuais.

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Todos os ditadores desarmaram a população e armaram as milícias. E não foi diferente quando ocorreu a Revolução Cubana e com a atual realidade da Venezuela. E como acontece no fenômeno Fidel Castro/Maduro?Quando a esquerda chega no poder, as ditas minorias são abandonadas, perseguidas e negligenciadas pela própria esquerda. Essa realidade é ilustrada no documentário “Conducta impropria”.

O fenômeno se explica na teoria da subversão. A 1ª fase é a desmoralização, a 2ª desestabilização, a 3ª é a crise e a 4ª a normalização. A Venezuela, por exemplo, está na 4ª fase.

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A 3ª terminou no meio de 2018, onde a crise humanitária se agravou, as manifestações se iniciaram, a repressão era truculenta provocando mortes; a instabilidade tomou conta, as mulheres começaram a doar seus bebês por não ter condições e a ONU interviu.

A 4ª fase é a normalização. Na verdade, não é uma normalização, é o plano progressista de destruição colocado em execução. Ocorre a substituição de poder, a luta pelo poder, se instala a guerra civil, acontece a revolução e invasão e por fim, sociedade fechada. O comunismo cria o problema e oferece a solução. Mas quando a solução é coloca em prática, os primeiros a serem perseguidos são as minorias que ajudaram a eleger a esquerda.

O documentário “Conduta impropria” desmascara o discurso de minorias. O discurso de minorias é uma contextualização da luta de classes; uma causa que eles estão defendendo para aumentar o eleitorado. Porém, em 1961, Castro assume o poder em Cuba como primeiro-ministro e a Revolução muda de rumo e se declara marxista-leninista. Castro encarcera ou fuzila a quem se opõe à mudança.

Esse discurso serve para ludibriar uma parcela da sociedade e fortalecer a esquerda. Porém quando a esquerda chega no poder, essas ditas minorias são abandonadas, perseguidas e negligenciadas pela própria esquerda. Uma prova disso é o documentário “Conducta impropria”.

O documentário mostra a violação dos direitos humanos em Cuba a partir dos depoimentos de intelectuais estrangeiros e cubanos, assim como de pessoas comuns que sofreram com as leis repressivas do governo cubano, entre os anos de 1962 e 1980.

Repressão

A repressão que estava ocorrendo em Cuba, com a Revolução Cubana, abrangia desde as depurações morais e a homofobia na Universidade até os campos de trabalho forçado nas Unidades Militares de Ajuda à Produção (UMAP), as inúmeras prisões e as leis repressivas que se seguiram ao Congreso de Educación y Cultura de 1971, tendo fim em 1980.

Em 1965 se criam os campos de trabalho forçado denominados UMAPs. Paralelamente à criação dos campos da UMAP, a revolução se faz mais repressiva e chegam a 500.000 pessoas ao exílio. De acordo com o documentário, os homossexuais eram detectados baseados em estereótipos, comportamentos ou maneira de agir e se portar. Pais recebiam fotos de jovens homossexuais americanos com os dizeres: “É isto que você quer para o seu filho?”. Na entrada do campo de concentração, havia a frase: “O trabalho os tornará homens”, Lênin.

Os homossexuais só tinham duas alternativas: Exilio ou Campos de concentração. Um dos entrevistados deixa claro que Cuba é um país machista em sua essência e que era possível transformar homossexuais em heterossexuais com terapia comportamental, tal como, fazê-los vomitar ao verem pessoas do mesmo sexo nus, trabalho forçado, empostar a voz, etc.

No acampamento, conhecido como UMAPs (Unidades Militares de Apoio à Produção), as unidades foram organizadas pelo próprio Ministério do Interior de Cuba, destinado à reabilitação dos jovens cubanos durante o final da década de 1960. Apesar de se submeterem a uma disciplina militar que os impediria de fugir de suas obrigações para com a pátria e ainda auxiliaria na sua reeducação por meio do trabalho e da disciplina, a unidade não possuía equipamentos militares e se destinava somente à produção agrícola. Nos campos tinham cercas elétricas para evitar as fugas. Com uma alimentação pobre e de baixa qualidade, eles tinham que se levantar bem cedo e trabalhar, pois, de acordo com o pensamento de Lenin, o trabalho transforma o homem.

A doutrinação era diária. Utilizavam-se do manual marxismo-leninismo de Kostantinov, que prega que até Platão era fascista.

No acampamento, composto por cercas elétricas e guardas por todos os lados, os dormitórios eram galpões e o trabalho forçado. Isso sem contar as humilhações, agressões físicas e psicológicas. Exatamente igual aos campos nazistas. A violação aos Direitos Humanos era constante. Direitos Humanos era praticamente inexistente.

O campo foi fechado em 1968 pela pressão externa, mas a repressão continuou contra os homossexuais. Em 1971 estabelece-se a pena de morte e se fixa a responsabilidade criminal desde os 16 anos. Delitos contra o desenvolvimento sexual normal das relações sexuais comunga a pena de 30 anos de prisão à pena de morte.

Em 1979 se promulgam leis preditivas, terapêuticas e reeducativas, bem como de internação em estabelecimentos de trabalho ou psiquiátrico. Castiga-se a quem não tenha cometido falta alguma, mas que possa chegar a cometê-la. Pena de 1 a 4 anos.

As pessoas eram classificadas em três grupos. O primeiro era o dos “hippies”, que eram os jovens que gostavam da música pop, dos Beatles, etc. que usavam o cabelo comprido e usavam camisas coloridas. O segundo grupo eram os que foram catalogados como homossexuais. E para os que não podiam ser classificados nesses dois grupos anteriores, inventaram o termo denominado “conduta imprópria”. Ou seja, algo indefinido onde qualquer pessoa poderia ser vítima.

No Congreso de Educación y Cultura de 1971, restringiu-se oficialmente o trabalho dos homossexuais na educação e nas artes do país: “No tratamento do aspecto do homossexualismo a Comissão chegou à conclusão de que não é tolerável que por meio da “qualidade artística” reconhecidos homossexuais ganhem influência que incida na formação de nossa juventude. Que, como consequência do anterior, precisa-se de uma análise para determinar como deve abordar-se a presença de homossexuais em distintos organismos da frente cultural […] que se deve evitar que pessoas cuja moral não responda ao prestígio de nossa revolução ostentem uma representação artística de nosso país no estrangeiro”. (CASTRO, 1971, p. 177-178).

Artigo 359. – Sanciona-se com privação de liberdade de três a nove meses ou multa até duzentas setenta quotas ou ambos a quem:

a) faça pública ostentação de sua condição de homossexual ou importune ou solicite com seus requerimentos a outro;

b) realize atos homossexuais em local público ou em local privado, mas expostos a serem vistos involuntariamente por outras pessoas;

c) ofenda o pudor ou os bons costumes com exibições impudicas ou qualquer outro ato de escândalo público;

d) produza ou ponha em circulação publicações, desenhos, fitas cinematográficas ou magnetofônicas, gravações ou fotografias, ou outros objetos obscenos, tendentes a perverter e degradar os costumes. (ALMENDROS; JIMÉNEZ LEAL, 1984, p. 185).

A homofobia do governo cubano era gritante. Tanto que, psicólogos, psiquiatras e educadores consideravam por bem manter os homossexuais longe de jovens e crianças para não se “contaminarem”.

Os integrantes do Partido Comunista Cubano imaginavam que a recuperação ideológica seria possível por meio do trabalho físico. A maioria dos quadros das universidades cubanas aceitava que se afastasse de seu corpo docente o colega que manifestava divergências político-ideológicas. A maioria dos pais dos alunos apoiava o afastamento de professores que demonstrassem algum tipo de conduta homossexual.

No ano de 1933, em Cuba, um putsch militar encabeçado pelo sargento estenógrafo Fulgencio Batista derruba a ditadura de Gerardo Machado. Eleito em 1940 presidente da República, promulgou uma Constituição liberal.

Em 1952 conduziu um último golpe de Estado, interrompeu o processo democrático, simbolizado por eleições livres previstas para esse mesmo ano, e governou apoiando-se alternadamente em diversos partidos políticos, entre os quais o Partido Socialista Popular que na verdade era o Partido Comunista Cubano.

Com Batista no poder, Cuba passou por um progresso econômico, mas com as riquezas mal distribuídas, principalmente entre os campos desfavorecidos e as cidades com fortes infra-estrutura e dinheiro fácil proveniente do submundo ítalo-americano.

Em 1952, Cuba ocupava o terceiro lugar entre os 20 países latino-americanos relativamente ao produto nacional bruto por habitante. A corrupção e as negociatas caracterizaram a era Batista e a classe média afastou-se do Regime. Os estudantes, liderados por José Antônio Etcheverria, criam um Diretório Estudantil Revolucionário que patrocinou um grupo armado e atacou, em março de 1953, o palácio presidencial. Etcheverria foi morto na ação e o Diretório acabou.

Em 26 de julho desse mesmo ano, um grupo de estudante atacou a caserna de Moncada e Fidel Castro foi capturado e preso. Condenado a 15 anos de prisão, saiu em liberdade pouco depois, foi para o México, onde formou um movimento de guerrilha – O Movimento do 26 de julho -, composto por jovens progressistas. A luta armada entre Batista e os barbudos durou 25 meses.

A repressão conduzida pelo Regime foi violenta e fez milhares de vítima. Em 7 de novembro de 1958, à frente de uma coluna de guerrilheiros. Após 20 anos de castrismo, Cuba caiu para a 15ª posição, estando somente a frente da Nicarágua, El Salvador, Bolívia e do Haiti.

A esquerda não defende o povo. O que eles querem é conquistar o poder e se manter no poder.

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BrunoCaio S. DuarteBruno Autores de comentários recentes
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Caio S. Duarte
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Caio S. Duarte

Eu sempre fui contra esse movimento LGBT, mas isso pra mim é ir de um extremo ao outro, da depravação à privação total, AO meu ver bastava que a sociedade como um todo não fosse conivente com esse movimento, que apenas dissesse não às investidas deste movimento, ao invés de se render covardemente como faz. Não obstante quase todas as cidades grandes viraram uma espécie de Sodoma e Gomorra, basta ver os noticiários.

Bruno
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Bruno

Se só um lado ataca, eventualmente ele vence.
Essa posição defendida por supostos moderados leva inevitavelmente ao fracasso e à capitulação para ideologias progressistas como o liberalismo.
Acho meio extremo isolar as bichas em campos de concentração, mas é melhor do que não fazer nada. Tudo é melhor do que não fazer nada.

Bruno
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Bruno

Acabo de ser convertido ao comunismo com esse texto.