Nova Constituição chilena poderá ser gerada por pressão da extrema-esquerda

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foto/youtube
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O presidente do Chile Sebastian Piñera parece fazer o possível para agradar a esquerda radical que assola o país e convocar os trabalhos para mudar a Constituição chilena. Uma das primeiras medidas de Piñera frente às violentas manifestações que ocorrem há quase um mês, foi retirar o exército das ruas, deixando o caminho livre para os protestos que já vitimaram pelo menos 20 pessoas, destruíram dezenas de prédios, vandalizaram ao menos 4 Igrejas, incendiaram dezenas de estações de metrô e deixaram centenas de ruas com aspecto de guerra.

Outra medida do presidente chileno foi ter destituído todos os seus ministros de gabinete. Agora, o pedido da vez é pela derrubada da Constituição, o que para o presidente Piñera poderá ocorrer com “certa urgência”.

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A Constituição chilena atual é de 1980, oriunda do regime militar de Augusto Pinochet. A Carta Magna é criticada por sua origem, porém, elaborar uma nova Constituição impulsionada por uma esquerda radical que destrói prédios e Igrejas seria uma vitória, não para os chilenos, mas para o Foro de São Paulo e ao Grupo de Puebla, principais interessados pela violência no Chile.

Mas o presidente Piñera parece mesmo ter rendido-se à oposição. O ministro do Interior Gonzalo Blumel fez o anúncio no domingo, dia 10, após uma reunião da coalizão governista, anunciando que a constituição seria redigida por uma assembleia constituinte e depois ratificada através de um plebiscito.

“Nós, como governo, enviaremos nossa proposta para o mecanismo de mudança constitucional nos próximos dias”

disse Blumel à televisão do Canal 13.

Os protestos que tiveram início por conta da alta no preço da passagem de metrô, provou-se que a articulação por trás do movimento vai muito além da indignação de jovens chilenos. Segundo o presidente Piñera, há informações de que os atos violentos tiveram apoio de governos estrangeiros.

Há poucos dias, a cúpula do Grupo de Puebla esteve reunida na Argentina, com a presença do presidente eleito Alberto Fernádez; a ex-presidente Dilma Rousseff; os ex-presidentes José Luis Rodríguez Zapatero, da Espanha; José Mújica, do Uruguai; Ernesto Samper, da Colômbia; Rafael Correa, do Equador e Fernando Lugo, do Paraguai. O grupo já deixou claro que suas intenções e ações são realizadas para provocar uma instabilidade em todos os países da América Latina, onde o Foro de São Paulo perdeu a hegemonia no poder executivo.