Narcotráfico: famílias americanas assassinadas por cartel na fronteira com o México

0
Facebook família Lebaron
Anúncio:

Criminosos de um cartel mexicano mataram três mulheres e seis crianças próximo a uma comunidade mórmon no México, perto da fronteira com os Estados Unidos. Mais seis crianças, todas da mesma família, também ficaram feridas. Uma garota permanece desaparecida. Parentes declararam que as vítimas são cidadãos americanos.

O ataque ocorreu na segunda-feira, dia 04, quando três mulheres da família Lebaron estavam levando seus 14 filhos da cidade de Bavispe, Sonora, para uma comunidade mórmon chamada La Mora. Segundo informações, Rhonita Miller Lebaron estava dirigindo um dos veículos com seus quatro filhos – dois gêmeos de seis meses e duas com idades entre 8 e 9 anos – quando percebeu que um pneu havia furado. Seus parentes voltaram para Bavispe para trazer um stepe. Quando os parentes voltaram, encontraram grandes nuvens de fumaça próximo ao carro. Os parentes encontraram o carro carbonizado com seus entes queridos dentro do veículo. Logo depois, um grupo de pistoleiros do cartel os atacou e os forçou a correr para o mato para se esconder.

Anúncio:

As outras duas mulheres e seus filhos foram atingidos várias vezes por tiros. Seis das crianças correram para o mato e sobreviveram, mas uma jovem ainda está desaparecida. Depois disso, os criminosos obstruíram a área durante horas para impedir que as notícias do massacre se espalhassem. Os membros da família Lebaron nos EUA foram às mídias sociais denunciar o massacre.

Pelo menos nove pessoas foram mortas no massacre. Alfonso Durazo, secretário de Segurança Pública do México, anunciou na manhã desta terça-feira, dia 05, que o número de mortos é de três mulheres e seis crianças. Outras seis crianças ficaram feridas e mais uma permanece desaparecida.

Para Alfonso Durazo, os criminosos podem ter se confundido ao avistar os carros do comboio – todos utilitários (conhecidos como SUV) – com veículos de gangues rivais. O ataque ocorreu em um lugar remoto, montanhoso, onde o cartel de Sinaloa se envolvia em guerras com outras facções.

O cartel de Sinaloa, inclusive, é o mesmo comandado pelo filho do traficante “El Chapo”, preso e libertado dias atrás em Culiacán em uma ação marcada pela violência. Entretanto, o presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, rechaçou a hipótese de elo entre o crime desta semana com a operação contra o narcotraficante.

O presidente dos EUA, Donald Trump, telefonou ao presidente mexicano para oferecer ajuda e “condenar esses atos insensíveis de violência que ceifou a vida de nove cidadãos americanos”.

Antes, ele escreveu em uma rede social que “é o momento do México, com o auxílio dos EUA, entrar em guerra com os cartéis de droga e eliminá-los da face da Terra”. López Obrador disse que está preparado para trabalhar com o FBI desde que a soberania mexicana seja mantida.