Radicalização da esquerda coincide com recorde de apreensões de cocaína no Brasil

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CRISTINA SERRA/METRÓPOLES
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Desde o início do governo Bolsonaro, uma queda recorde na criminalidade vem sendo acompanhada de um aumento significativo no número de apreensões de cocaína no Brasil, principal rota do tráfico da droga na América Latina. Esta é uma das explicações para o processo de radicalização da esquerda latino-americana, historicamente ligada ao narcotráfico por meio do Foro de São Paulo.

No primeiro semestre de 2019, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 9,3 toneladas de cocaína em todo Brasil, número superior ao mesmo período de 2018, quando foram apreendidos 9,2 toneladas da droga. De acordo com matéria recente do site Terça Livre, nos últimos meses, entre 01 de julho e 27 de outubro de 2019 foram tiradas de circulação 11.8 toneladas de cocaína, número que supera todo o primeiro semestre do ano.

De acordo com o levantamento da ONU, a droga costumava ser exportada direto da Colômbia principalmente para a Espanha e Países Baixos. A tendência observada agora é que a Colômbia está diminuindo seu papel na produção de cocaína e sendo substituída por Peru e Bolívia. A droga produzida nesses dois países, segundo o relatório, vai para o hemisfério norte através da Venezuela e países do Caribe, e também através do Brasil.

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O Brasil é o segundo maior consumidor de cocaína do mundo, de acordo com relatório do Departamento de Estado dos Estados Unidos, publicado em 2014. Na época, o relatório dizia, segundo matéria do El País: o Governo brasileiro, apesar de estar comprometido com o combate ao tráfico de drogas “não tem a capacidade necessária para conter o fluxo de narcóticos ilegais através de suas fronteiras”. Isso mudou drasticamente no governo Bolsonaro.

O governo vem intensificando o combate ao tráfico e o aumento do número de apreensões é um resultado prático que não agrada os produtores, que estão intimamente ligados a grupos políticos de grande influência no continente, como o Foro de São Paulo.

Os protestos no Chile começaram no dia 14 de outubro. No dia 20, o ditador da Venezuela Nicolás Maduro, fez uma importante revelação em seu Twitter:

O Foro de São Paulo, fundado por Lula e Fidel Castro, em 1990, tem como membros os líderes da guerrilha narcoterrorista das Farc, alçada à política por Juan Manuel Santos, mas que ainda detém hoje o monopólio do tráfico de drogas no continente.

 

 

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