Sergio Moro pede apuração da PGR e vê tentativa indevida de envolver o Presidente no caso Marielle

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Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil.

Após a tentativa da rede globo em associar o presidente Jair Bolsonaro à morte da vereadora Marielle Franco, o ministro da Justiça, Sergio Moro, encaminhou ao Procurador-Geral da República, Augusto Aras, um ofício solicitando uma instauração de inquérito para apurar o depoimento que cita o presidente no caso do assassinato de Marielle.

Segundo o Jornal Nacional, um dos suspeitos do crime teria ido a casa do presidente no dia do crime e pedido a Bolsonaro para pedir ao porteiro que liberasse acesso. Ainda que Bolsonaro estivesse em Brasília no dia do ocorrido, o Jornal Nacional deu margens a interpretações que levantassem suspeitas a Jair Bolsonaro.

Tais notícias, desvinculadas dos fatos, sem aprofundar-se em aspectos elementares da investigação, é combustível para inflamar uma revolta da milícia de esquerda, importando as manifestações violentas ocorridas no Chile e no Equador para o Brasil.

A ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge, havia pedido a federalização do caso e o processo corria em sigilo. No documento enviado ao agora procurador, Augusto Aras, o ministro Sérgio Moro afirma que há graves indícios de equívocos na investigação conduzida no Rio de Janeiro e uma “eventual tentativa de envolvimento indevido do nome do Presidente da República no crime”.

Leia o documento de Moro na íntegra:

“Na data de ontem, 29/10/2019, foi noticiado pela imprensa que, no âmbito da investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, teria sido colhido depoimento de porteiro do Condomínio Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, no sentido de que Élcio Queiroz, na data de 14/03/2018, teria estado no local e visitado Ronnie Lessa, suspeito de envolvimento no referido crime. Na ocasião, o visitante teria anunciado, segundo o depoimento, a intenção de visitar a residência do Exmo. Sr. Presidente da República, mas, após ingressar no condomínio, teria se dirigido à residência de Ronnie Lessa.

A própria reportagem esclarece, porém, que, na referida data, o Exmo. Sr Presidente da República, então deputado federal, estava em Brasília, tendo registrado a sua presença em duas votações no Plenário da Câmara dos Deputados, com o que não poderia ter sido visitado na mesma data no Rio de Janeiro por referida pessoa.

A inconsistência sugere possível equívoco na investigação conduzida no Rio de Janeiro ou eventual tentativa de envolvimento indevido do nome do Presidente da República no crime em questão, o que pode configurar crimes de obstrução à Justiça, falso testemunho ou denunciação caluniosa, neste último caso tendo por vítima o Presidente da República, o que determina a competência da Justiça Federal e, por conseguinte, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

É ainda possível que o depoente em questão tenha simplesmente se equivocado ou sido utilizado inconscientemente por terceiros para essas finalidades.

Oportuno lembrar que, na investigação do crime de assassinato em questão, foi constatado, anteriormente, espúria obstrução da Justiça, com a introdução de testemunha que de forma fraudulenta apontou falsos suspeitos para o crime. A tentativa de obstrução da Justiça só foi contornada com a atuação independente da Polícia Federal e que contribuiu para identificação dos reais suspeitos pela prática do crime em questão.

Para que os fatos sejam devida e inteiramente esclarecidos, por investigação isenta, venho através desta solicitar respeitosamente a V.Ex.ª que requisite a instauração de inquérito para apuração, em conjunto, pelo Ministério Público Federal e Polícia Federal, perante a Justiça Federal, de todo o ocorrido e de todas as suas circunstâncias.

Esclareço que endereço a presente solicitação à V.Ex.ª para viabilizar a atuação conjunta da Polícia Federal e do Ministério Público Federal no caso e diante da informação de que representação, com o relato acima dos fatos, teria sido encaminhada à Procuradoria Geral da República, sendo, posteriormente, arquivada.”


Matéria: Josair Bastos. Colaborou: Marlon Derosa.

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ThiagoOrgasmo de Cavaloassaf Recent comment authors
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assaf
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assaf

tem que empastelar

Orgasmo de Cavalo
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Orgasmo de Cavalo

O marreco de Maringá, o caipirão bocó e corno manso que só faz aquilo que o Bolsonaro mandar. Moro é lacaio do Bozo, e péssimo juiz. Bom, juiz ele nem é. O Moro na verdade é um vigarista que só está aí pra passar pano para os crimes da família de milicianos que tomou o poder.

Thiago
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Thiago

Essa droga que vc usa é da boa…kkkkkk