Bolsonaro libera 13º do Bolsa Família

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O presidente Jair Bolsonaro assinou ontem, segunda-feira (15), a Medida Provisória que a cria o 13º do Bolsa Família.

Esta era uma das propostas da plataforma de campanha de Bolsonaro. Carimbado como anti-pobre pela esquerda, e largamente acusado, sobretudo no nordeste, de que pretendia acabar com a assistência, o presidente, na contramão, prometeu ampliar o projeto, incluindo o 13º – contanto que fosse possível reduzir as fraudes e desvios de recursos.

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“Uma das várias Fake News espalhadas contra mim na campanha era de que eu acabaria com o Bolsa Família. Nesta tarde, como presidente, assinei a MP que cria a 13º do Bolsa Família, que será paga a partir deste ano, com recursos oriundos do combate às fraudes no programa”. Disse ele nas redes sociais.

E em outra publicação, achada na página oficial do Bolsa Família, acrescentou:

“Tivemos o prazer de assinar (a MP) e mostrar que esse é um governo para todos. É uma grande conquista para essas pessoas que tanto necessitam e ficaram esquecidas por tanto tempo”.

Também pela internet, uma série de políticos comentaram o fato. A ministra Damares Alves, dona da pasta da Família, das Mulheres e dos Direitos Humanos, que esteve presente na assinatura, comemorou a lei, mas alertou que o que realmente importa é que os beneficiários criem condições de subsistência tais que possam prescindir da bolsa estatal. “Defendemos que quanto menos dependerem de subsídios assistenciais, maior será o sinal de progresso econômico”. Frisou.

E o ministro da Cidadania, Osmar Terra foi na mesma linha: “Presidente Bolsonaro faz o maior repasse de recursos da história do Bolsa Família. Mas o Governo também trabalha a geração de empregos e renda para os jovens do Bolsa Família que é o único caminho para que essas famílias venças a pobreza”. 

Já a petista Gleisi Hoffmann se mostrou contrariada. Pelo Twitter, a aliada de Lula, criador da Bolsa, escreveu: “Bolsonaro faz demagogia barata com o 13º do Bolsa Família. O programa voltou a ter fila, orçamento para o ano que vem é igual ao de 2019, interrompendo sequência de alta, e sem incluir reajuste pela inflação nem o 13, o que vai com que recue a patamares de 10 anos antes”.

O benefício, se ratificado pelo parlamento em até 60 dias, estará disponível ainda nos últimos meses de 2019.

 

 

 

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