Em 2018, Greta Thunberg foi proclamada “sucessora de Cristo” por Igreja da Suécia

5
Max Rossi / The Associated Press Files
Anúncio:

Se os ambientalistas já vinham sendo chamados de fanáticos, agora há motivos de sobra.

Pelo Twitter, uma postagem identificada como sendo da Igreja sueca de Limhamns, proclamou, em dezembro de 2018, a ativista sueca Greta Thunberg a “sucessora de Cristo”. A postagem voltou ao destaque após o discurso da ativista, na ONU, e ressurge depois de diversas manifestações da Igreja da Suécia, que é comandada por uma “arcebispa”.

Anúncio:

“Anúncio! Jesus de Nazaré nomeou agora um de seus sucessores, Greta Thunberg”, disse o tuíte em 1 de dezembro de 2018. A conta, operada por um pastor da Igreja de Limhamns, já havia feito várias manifestações em apoio à causa ambientalista, mas após a polêmica, abandonou a conta. Declarações de diversas igrejas suecas, porém, corroboram o tom profético refletido no tuíte.

O tema voltou a ser destaque nas redes sociais após manifestação de outras igrejas em favor da causa ambientalista, como noticiou o site Daily Wire e Washington Examiner. A postagem foi feita originalmente em tom de anúncio profético e desagradou cristãos suecos.

A Igreja da Suécia tem histórico de promoção do alarmismo ambientalista radical. Sua “arcebispa”, Antje Jackelén, costuma declarar simpatia a movimentos feministas teológicos. Na época da postagem, dezembro de 2018, ela deu uma entrevista ao El Pais, na qual declarou: “Existem imagens no Antigo Testamento que mostram Deus como uma mulher”.

A conta do Twitter da Igreja também postou:
“Quando a Amazônia queima, nos reunimos para lutar pela Mãe Terra juntos”.

Ainda em dezembro, cristãos suecos acharam a sugestão ofensiva e muitos comentaram a manifestação pelas redes sociais. “Tenho me perguntado: quando foi que a igreja sueca foi sequestrada por extremistas de esquerda?”, questionou um usuário pelo Twitter.

Outros ainda disseram:

“Agora vocês deveriam abandonar a comemoração do aniversário de Jesus e começar a comemorar o aniversário de Greta Thunberg?… Afinal, os membros [da Igreja] devem saber melhor quem é o Salvador a quem devemos adorar e prestar homenagem”.

Após as reações, na época da postagem, a conta do Twitter tentou esclarecer dizendo que cada um compreende Cristo à sua maneira e que a palavra “sucessora” pode ser interpretada de várias maneiras. Os esclarecimentos não resolveram e a conta do Twitter foi abandonada.

Os tweets não foram excluídos, mas a conta era verdadeira e permanece inativa desde 6 de dezembro, informou o Washington Examiner. Um site de alertas de fake news informou que a conta responsável pelo tuíte pertencia a um pastor local e não reflete uma declaração da Igreja da Suécia.

A Igreja da Suécia é a maior igreja cristã da Suécia, embora tenha deixado de ser a religião oficial do estado em 2000.

Teologias feminista e ambientalista

Em maio de 2018, a Igreja sueca nacional anunciou que iria deixar de se referir a Deus como “Ele” ou “Senhor”, argumentando que “Deus está acima de nossas definições de gênero”. A “arcebispa” da Igreja sueca, Antje Jackelén, justificou a medida que foi entendida como submissão à ideologias feministas, dizendo que “teologicamente, sabemos que Deus, está além de nossas determinações de gênero. Deus não é humano”.

Embora isso seja uma verdade teológica aceita por todo o cristianismo (Deus não é humano), o sentido propalado por Jackelén se insere no contexto da chamada Teologia Feminista, surgida no seio da Teologia da Libertação, associada a teólogos de extrema esquerda como Leonardo Boff, representante brasileiro da Carta da Terra, movimento ambientalista e internacionalista fundado por Mikhail Gorbachev e Maurice Strong, em 1992. Já a teologia feminista é representada, no Brasil, pela teóloga católica Ivone Gebara, que é assumida defensora do aborto.