Em 1992, globalistas usavam porta-voz de 12 anos em conferência do Rio

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Severn Cullis-Suzuki, à esquerda, discursa na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, em 1992, no Rio de Janeiro. À direita, Greta Thunberg discursa na Cúpula de Ação Climática das Nações Unidas em 2019, na sede da ONU em Nova York. YouTube / The Associated Press (fonte: Times Colonist)

O resgate é de Thomas Lifson, articulista do site American Thinker, que relembra o discurso de 27 anos atrás, em 1992, feito pela jovem canadense Severn Cullis-Suzuki, de apenas 12 anos, no evento Eco-92, no Rio de Janeiro, em um dos primeiros alertas catastróficos do clima. “Ao menos os histéricos do clima praticam a reciclagem”, provoca Lifson, que considera Suzuki e Greta Thunberg parte de um mesmo roteiro, escrito há mais de 30 anos.

Em 1992, o discurso de Cullis-Suziki afirmava que não tinha soluções para o mundo e pedia que os chefes de estado apenas admitissem que também não as tinham. Mas o alerta de Greta Thunberg é bem mais radical e agressivo, no qual os países já não são instruídos ou aconselhados (por uma criança) a adequar-se às políticas climática, mas são insultados e cobrados abertamente por uma submissão irrestrita à agenda de metas de um projeto de governança global.

Não é preciso dizer que tal situação só foi possível graças à estreita colaboração jornalística, que impôs ao mundo a narrativa apocalíptica do clima como se fosse o discurso de um “consenso científico”. Além disso, quando nos referimos à nova mascote globalista, a narrativa da maioria dos jornais é a de que “conservadores atacam Greta”, mantendo os verdadeiros alvos da crítica invisíveis como sempre estiveram.

“Podemos dizer que [a ONU] repete o mesmo padrão de abuso infantil, explorando mentes e almas de jovens em benefício de suas agendas políticas”, diz o Thomas Lifson. Ele explica que os globalistas apenas perceberam uma forma eficiente de vender o medo. “Ninguém melhor para sensibilizar as mentes do que o alerta de uma criança vulnerável e ameaçada”, escreve.

Depois da Rio-92, Cullis-Suzuki ingressou na Comissão Carta da Terra, documento escrito em 1992 a partir de uma colaboração com o movimento comunista internacional e ecologistas, redigido nas mãos de Mikhail Gorbachev, Steven Rockefeller e o oligarca do petróleo, Maurice Strong, falecido em 2015, que na ocasião convertia-se no mais convicto ambientalista. Leonardo Boff se tornou o representante brasileiro da Carta da Terra. Os dois representam o advento de uma elite de milionários e políticos de esquerda que apostaram tudo no ambientalismo.

Leia – Cronologia e história da Carta da Terra (PDF)

Depois, a ativista estudou etnoecologia e foi assessora do secretário-geral da ONU Kofi Annan na Cúpula Mundial do Desenvolvimento Sustentável de Johannesburgo, em 2002. Severn Cullis-Suzuki teve uma formação alinhada às modas científicas do seu tempo, que pelo visto não foram embora graças ao dinheiro de bilionários.

Filha da escritora Tara Elizabeth Cullis e do cientista ambiental David Suzuki, conhecido por seu programa de divulgação científica “A Natureza das Coisas” (The Nature of Things), hoje a ativista vive em uma comunidade simples em estilo hippie. Mas vendo o sucesso de Greta, não pode deixar de repetir os chavões que aprendeu. Em entrevista recente, declara:

“Durante anos, insisti na necessidade de que cada um atue em seu nível, mas não pode haver uma única resposta individual” ante o que ela chama de “estruturas coletivas destrutivas”.

Hoje com 39 anos, Suzuki declara que Thunberg tem um “papel revolucionário” e que por isso seria temida por “poderosos”. Certamente ela não se refere à elite de bilionários globais que despejam dinheiro no ambientalismo, com objetivo de resguardar e internacionalizar recursos naturais para serem usados por poucos e por alto preço, a partir da justificativa da preservação.

Neste vídeo de 1992 de Severn Cullis-Suzuki, então com 12 anos, discursa na Cúpula da Terra da ONU no Rio de Janeiro, intitulado “A garota que silenciou o mundo por 5 minutos”, teve quase 32 milhões de visualizações no YouTube. Uma peça de marketing ambiental para ninguém botar defeito.

Assista no link da postagem de Lifson a montagem de comparação feita com os vídeos das duas ativistas que, mesmo separadas por 27 anos, obedecem ao mesmo roteiro de utopias revolucionárias.

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Brunomarco silvaBruno Recent comment authors
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Bruno
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Bruno

Naquela época o mundo ia acabar em 2020, risos.
A agenda 2030 amanhã vira agenda 2040. Essa é a natureza dessa gente.

mantoniogs@gmail.com
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Este roteiro começou a ser escrito em Estocolmo, Suécia, 1972… Era o terra gaia, do James Lovelock. Autor q inclusive se retratou de parte de suas teses/hipóteses. Mas nenhum ecoterrorista liga para fatos mesmo…

Bruno
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Bruno

Excelente ? trabalho