Discurso de Bolsonaro entusiasma líderes mundiais

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(Nova York - EUA, 24/09/2018) Presidente da República, Jair Bolsonaro, discursa durante a abertura do Debate Geral da 74ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU). rFoto: Alan Santos/PR
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Não foram poucos os líderes internacionais que demonstraram apoio e entusiasmo com as palavras do presidente Jair Bolsonaro em seu primeiro discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira (24), discurso considerado um “grito de independência” dos brasileiros. Ao menos essa foi a percepção de Filipe Martins, assessor internacional da Presidência, que esteve junto do presidente durante todo o evento. Pelo Twitter, Martins declarou que “a excitação com a nova posição do Brasil não parecia nada pequena”.

Martins conta que, logo após o discurso, Bolsonaro foi cumprimentado com entusiasmo por delegações do Leste Europeu, África, América Central, Caribe, Ásia e Oriente Médio. “Todos sabem que ele também foi elogiado pelo Trump e por membros das delegações britânica e australiana, além de nossos vizinhos e irmãos da Argentina, do Paraguai, do Chile, da Colômbia, dentre outros sul-americanos”, conta o assessor em série de postagens na rede social.

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O principal motivo do entusiasmo é a rejeição pública e ampla do globalismo, manifestado pelo presidente, postura diversa da que tem em relação à globalização econômica.

Segundo o assessor da Presidência,

“a globalização econômica consiste no fluxo global e espontâneo dos agentes econômicos. Para isso, o melhor remédio é justamente a ausência de interferências burocráticas. Já o globalismo é a intenção de instrumentalização político-ideológica da globalização para a finalidade de promover transferência dos eixos de poder das nações para um corpo difuso de burocratas que não representam as comunidades nacionais, mas um conjunto restrito de agentes de influência com acesso privilegiado aos meios burocráticos de administração global”.

O assessor considera que o discurso proferido na ONU representa um grito de independência para os brasileiros. “O Brasil se liberta da servidão a um partido, a uma ideologia e a um sistema que nada fizeram senão sugar as energias da nação e perverter a sociedade. A eleição de Jair Bolsonaro é só o início de uma longa história”.