Bolsonaro na ONU (Parte VI-Final): “A ideologia invadiu a própria alma humana para dela expulsar Deus e a dignidade com que Ele nos revestiu”

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Ideologia

Por fim, a traulitada mais inesperada: a denúncia da ideologia globalista.

Um dos panos de fundo que conformam a posição política de Bolsonaro – que não tem um sistema fechado, mas recortes de demandas sociais e perspectivas religiosas-filosóficas que se conjugam num certo corpo reconhecível de propostas – é a luta anti-globalista.

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Neste particular, vemos a influência mais nítida da perspectiva olaviana, por um lado, e, do outro, da bannoniana (de Steven Bannon) – que casa bem com a do chanceler Ernesto Araújo. E, neste sentido, através do presidente, o Brasil se enquadra na vanguarda mundial de resistência contra os projetos de poder globais, como o patrocinado por George Soros, que, nesta mesma Assembleia da ONU, apresentou ao mundo seu novo brinquedinho autoritário, a adolescente histriônica Greta Thunberg.

No cenário atual, os EUA de Trump, a Inglaterra do Brexit e de Boris Johnson, a Itália de Salvini e o Grupo de Visegrád, no leste Europeu, conformam a linha de frente de países que buscam reestruturar as relações de poder, no plano internacional, sobretudo no que toca à tensão entre globalistas e nacionalistas.

Consta dizer que Bolsonaro fala de ideologia no sentido das pretensas filosofias e dos discursos retóricos que se opõe, velada ou ostensivamente, à realidade; ou melhor, fala da típica verborragia utopista que tenta inventar uma segunda realidade, para usar o termo de Robert Musil, uma vez que o mundo que existe, o do dia-a-dia, o do pobre e do rico que tanto se amam com se odeiam, o da família de sempre, o da natureza que se destrói e se conserva, é hostil às suas “grandes causas”, causas estas que prometem precipitar o mundo perfeito.

Portanto, o ideólogo de que fala Bolsonaro é como um ficcionista que inventa um mundo fantástico, cujas regras dependem de sua pena, para que, ali, ele possa atuar de acordo com seus critérios, intenções e finalidades que não fariam sentido no mundo real, duro de pedra, mundo que mal conseguimos compreender, quanto menos transformá-lo com palavras mágicas ou protestos salvíficos usando jovens e agora até crianças como massa de manobra.

Só que o ideólogo cria esse mundo e quer que todos moremos dentro dele. E os que se recusam ou viram párias ou ganham uma boa bala, uma boa pá, e um boa cova.

É o caso, para dar um exemplo, da ideologia de gênero, particularmente denunciada por Bolsonaro.

Os defensores dessa maluquice negam a realidade bruta e concreta da biologia, que está aí aos olhos da cara, na medida em que esta se impõe como empecilho às suas agendas anti-família. Não conseguindo destruir a família tal como ela é, inventam, pois, que não faz sentido a ideia de família, porquanto homem e mulher não existem essencialmente, mas apenas como convenções culturais, tão mutáveis como mudam os tempos.

Essa é a posição ideológica que o presidente condenou nos microfones da ONU.

Leiamos na íntegra:

Durante as últimas décadas, nos deixamos seduzir, sem perceber, por sistemas ideológicos de pensamento que não buscavam a verdade, mas o poder absoluto.

A ideologia se instalou no terreno da cultura, da educação e da mídia, dominando meios de comunicação, universidades e escolas.

A ideologia invadiu nossos lares para investir contra a célula mater de qualquer sociedade saudável, a família.

Tentam ainda destruir a inocência de nossas crianças, pervertendo até mesmo sua identidade mais básica e elementar, a biológica.

O politicamente correto passou a dominar o debate público para expulsar a racionalidade e substituí-la pela manipulação, pela repetição de clichês e pelas palavras de ordem.

A ideologia invadiu a própria alma humana para dela expulsar Deus e a dignidade com que Ele nos revestiu.

E, com esses métodos, essa ideologia sempre deixou um rastro de morte, ignorância e miséria por onde passou.

Por fim, o presidente encerrou o discurso, que durou pouco mais de meia hora provocando a ONU e os globalistas a refrearem seus objetivos intervencionistas e reafirmarem o compromisso histórico de respeito à auto-determinação dos povos e de suas respectivas nações.

A ONU pode ajudar a derrotar o ambiente materialista e ideológico que compromete alguns princípios básicos da dignidade humana. Essa organização foi criada para promover a paz entre nações soberanas e o progresso social com liberdade, conforme o preâmbulo de sua Carta.

Nas questões do clima, da democracia, dos direitos humanos, da igualdade de direitos e deveres entre homens e mulheres, e em tantas outras, tudo o que precisamos é isto: contemplar a verdade, seguindo João 8,32:

– “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.

 

E, num arremate extremamente simbólico:

Não estamos aqui para apagar nacionalidades e soberanias em nome de um “interesse global” abstrato.

Esta não é a Organização do Interesse Global!

É a Organização das Nações Unidas. Assim deve permanecer!

 

Então, num ato revolucionário, agradeceu a Deus:

Agradeço a todos, pela graça e glória de Deus!

 

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Carla
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Carla

E no final do discurso dele, o inferno tremeu.

Caio S. Duarte
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Caio S. Duarte

Parabéns Bolsonaro.

Faical Baracat
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Faical Baracat

engrandece nosso Pais e nosso povo.

Leandro José
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Leandro José

Uau!!! Emocionante!! Fez nosso presidente!