A chocante revelação de planos de invasão militar chinesa das Américas

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general Chi Haotian em encontro com Putin em 2000.
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Por Renato Rabelo

Em agosto de 2005, o jornal The Epoch Times, criado por cidadãos que fugiram da repressão da China comunista[1], publicou uma matéria chamada “A guerra não está distante de nós e ela é a parteira do Século Chinês”[2]

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Print da matéria original.

A revelação principal desta publicação é de que o objetivo militar final da China é derrotar, ocupar e colonizar as Américas. Não só derrotar, não só colocar de joelhos, não só cobrar caro pela paz, mas sim transformar as Américas em uma província chinesa. 

A repartição dos espólios entre a China e os seus aliados na América do Norte, por exemplo, seria assim: a Rússia ficaria com o Alasca e com grandes partes do Canadá; a China ficaria com 48 estados americanos e cederia alguns para outros países aliados que ajudariam na campanha. Existe uma menção à conjectura de que, depois que a América do Norte caísse, todo o resto do mundo se dobraria aos comunistas em um piscar de olhos. 

Este plano data de 1992, logo depois da dissolução da União Soviética, e o discurso defendendo a sua implementação foi apresentado em uma reunião com altos membros do Partido Comunista pelo general Chi Haotian (foto abaixo). Como o discurso é muito grande para traduzir rapidamente, traremos nesta matéria sobre os pontos altos de tudo o que foi dito, destacando cada tópico para facilitar o entendimento do leitor. 

O general Chi Haotian foi o ministro da Defesa da China e alto membro do Partido Comunista Chinês.

Pesquisa indelicada

O discurso do general começa com uma pesquisa que o Partido Comunista da China fez por meio do site “sina.com”[3]. Nela, perguntaram à população chinesa se, em caso de guerra, eles atirariam em crianças, mulheres e prisioneiros de guerra. O “sim” ficou em cerca de 80%. 

O propósito da pesquisa era tentar perceber, de maneira confiável, discreta e entre pessoas instruídas, sem interferências da presença ameaçadora de um membro do partido, se a população estava pronta para uma guerra. 

O general explica que não é mais possível continuar a utopia do desenvolvimento pacífico da China e que a invasão de outros territórios é inevitável. Mas o povo apoiaria iniciativas que causassem mortes em outros países para salvar a China de um colapso? A resposta fora afirmativa. E, muito embora a pesquisa não tenha sido feita com todos os cidadãos, o general diz acreditar que a parte mais instruída da população não terá dificuldades em convencer o restante do povo a apoiar a sua opinião.

O “nazismo” chinês

No entanto, a clara fome chinesa por desenvolvimento é muito mais profunda do que imaginamos aqui no Ocidente. Conforme o discurso avança, o general faz uma revelação extremamente chocante. 

Ele começa a citar várias pesquisas chinesas que dizem que a origem da raça amarela não foi na África. E ele continua, citando pesquisas que afirmam que a origem do homem asiático é chinesa. Toda esta conversa parecia muito estranha até que ele revela o verdadeiro interesse por trás destas citações: todo território do Extremo Oriente e da Américas foi descoberto pela raça amarela e ele alega que a China é a verdadeira dona de todo este território. 

Área que supostamente seria herança do “homem de Pequim”. 

Para evitar objeções, o general completou o seu raciocínio, dizendo que Colombo usurpou o crédito da descoberta do continente americano para a raça branca.  Ou seja, um terço do mundo é apenas uma herança chinesa ainda não reclamada. 

Com toda esta conversa de raça, o general começou a falar no nazismo. Mas não para dizer que o nazismo estava moralmente errado ou que Hitler era um sociopata. Ele gastou muitas palavras dizendo que os alemães não eram a raça superior e que a raça amarela conquistou territórios muito maiores há muito mais tempo do que a alemã. 

Vários erros no planejamento e nas ações militares de Hitler na 2ª Guerra Mundial foram trazidos à tona. E o general garante que eles não cometeriam aqueles mesmos erros. Um deles foi ter muitos inimigos de uma só vez, ao invés de morder apenas um pedaço de cada vez. O segundo foi a falta de paciência para as grandes conquistas, ou seja, ter trazido os EUA para a guerra antes de garantir o domínio da União Soviética (juntamente com o Japão); ou mesmo ter esperado pelo desenvolvimento da bomba atômica. O terceiro foi “ter sido mole onde deveria ser duro”, no sentido de falhar em garantir a hegemonia política em cada conquista, evitando futuros levantes. 

Esses erros, segundo o general, impediram o Eixo de governar o mundo. Se esses erros não tivessem sido cometidos, o domínio do Ocidente seria da Alemanha e o do Oriente seria do Japão. Ainda assim, outra guerra, desta vez entre as duas novas maiores potências mundiais, seria travada; e o Japão venceria a Alemanha, de acordo com Haotian, já que os mongolóides seriam superiores aos arianos. Mas eles perderam a guerra no fim das contas porque “eles não eram a raça superior”. 

Antes desta divagação, o general chinês falou dos “acertos” dos nazistas e falou que eles estavam sendo bem copiados pelos chineses. Um destes acertos foi usar as escolas como centros de propaganda da superioridade de sua raça e do seu destino de governar o mundo (no caso chinês, de “mudança dos centros civilizacionais da humanidade”). O outro foi manter um rápido crescimento econômico, sustentado além dos limites normais por diversas expansões militares. O outro acerto foi sempre lembrar que o seu país foi explorado por estrangeiros e gritar por vingança a cada oportunidade. E o outro, ainda, foi manter levantada a bandeira de “um Estado, um partido”. E, por último, eles também defendiam o socialismo e do nacionalismo ao mesmo tempo. 

Mudança nos centros civilizacionais da humanidade

Um tal “camarada He Xin” é então citado. Ele apareceu com uma teoria de mudança nos centros civilizacionais do mundo. No século XIX, segundo Xin, o centro do mundo era a Europa, representada pela Inglaterra. O século XIX, portanto, foi o “Século Britânico”. Já no século XX, o centro civilizacional do mundo mudou para os EUA, fazendo dele o “Século Americano”. E a balança de poder continuaria mudando, dando lugar agora, no século XXI, ao “Século Chinês”, que seria ainda melhor do que a Dinastia Tang. 

A missão do Partido neste contexto é receber bem este Século Chinês advindo da lei histórica da mudança de centros civilizacionais, insiste Haotian. Então ele entra em uma série de detalhes sobre o aspecto religioso de quem eles são como civilização e porque a sua civilização é superior às outras. 

Superioridade na religião

Confúcio, o “pai fundador” da cultura chinesa, segundo o general. 

A religião chinesa vem à tona na conversa como balisadora da cultura do povo amarelo. A tradição chinesa, segundo Haotian, preservou duas grandes heranças: o ateísmo e grande união. Sim, porque o deus supremo da cultura chinesa, “Shang Ti”, era tão importante que só o imperador poderia falar com ele. Então o povo tinha que adorar a homens deificados, ou seja, aos “sábios”, relegando o deus ao ceticismo. O principal destes sábios para o general é Confúcio. 

Os chineses têm uma maior habilidade de sobrevivência do que os Ocidentais graças a estas duas heranças. Quando você adora um Deus, você não pode adorar uma pessoa ao mesmo tempo. Até mesmo personalidades do Oriente Médio que operaram milagres são consideradas como encarnações de Deus ou representantes de Deus na Terra. Mas, uma vez que você não acredita em nenhum deus, você deseja que o sábio seja o seu líder. “Esta é a fundação do nosso centralismo democrático”. No fim das contas, é isto que mantém a China resistente ao modelo de democracia ocidental, revela o general. 

Na Alemanha, Hitler só foi parcialmente adorado, porque o povo tinha uma tradição cristã que lhes impedia de ter uma união completa em torno do líder. Como Deus está acima do ditador, este começa a ser medido, criticado e limitado. “Se nós deixarmos o povo chinês ouvir a Deus e seguir a Deus, quem é que vai obedientemente nos ouvir e nos seguir?”. Proteger a China da teologia é proteger o partido. Hitler sofreu muitas traições, deserções e revoltas por não ter uma tradição ateísta como a chinesa. 

Unidos, os chineses estão destinados a não serem enterrados nem pela Terra e nem pelo Céu. Não importa quão grande seja o inimigo ou o desastre natural. O general alega que os EUA só estão na liderança do mundo porque nunca foram atingidos pela guerra em seu próprio território. “Uma vez em seu território, os inimigos alcançariam Washington antes mesmo de o Congresso debater e autorizar o presidente a declarar guerra”. Eles não tem a união que a China tem. A China não teria este problema de demora em responder a uma invasão, já que o partido está sempre pronto para tomar decisões, sem que ninguém o impeça ou o atrase. 

“Esta é a nossa vantagem”, garante Haotian, chamando o seu sistema de “centralismo democrático”. 

Falta de “espaço vital” (lebensraum)

Multidão amontoada na China (que tem atualmente cerca de 1,4 bilhões de pessoas)

Mas tantas virtudes vêm com um preço. Os mesmos problemas que a Alemanha alegava ter com o seu “espaço vital” (“lebensraum”, termo alemão para o espaço para as pessoas sobreviverem) estão atingindo a China hoje. Com tanto desenvolvimento, a sua população cresceu demais, os recursos ficaram muito escassos, a poluição está invadindo tudo, as pessoas não vivem mais em quartos individuais (somente em compartilhados) e as florestas estão sumindo. O general alega que os seus recursos per capita lá estão ainda mais escassos hoje do que os que os da antiga Alemanha nazista. O general alega, ainda, que a sua falta de espaço vital é culpa dos países ocidentais, que estabeleceram colônias em países orientais. 

Os protestos do “4 de junho” aparecem, então, no discurso. O general alega que os protestos alertaram o partido que “paz e desenvolvimento” são uma utopia a ser ultrapassada, porque “paz” significa para os ocidentais “transição pacífica”. Não importa o quanto o país seja desenvolvido e o povo apoie o partido, o controle sempre pode ser perdido. Esta “transição pacífica” pode ter derrubado o partido comunista do poder na União Soviética mas este erro não seria repetido pelos chineses. 

Se o desenvolvimento puder ser aliado à guerra, e guiar os chineses para a ocupação de outros territórios mais confortáveis, o povo vai continuar apoiando o partido. “Todos sabem que sem a liderança do nosso Partido, a China não existiria hoje”. Então uma transição pacífica que tirasse o Partido do poder (e prendesse os seus líderes por todos os seus crimes) em qualquer circunstância seria ruim para a China, que perderia para sempre a chance de conquistar mais “espaço vital”, ou até mesmo a sua soberania, sugere Haotian. 

Caso o partido fosse ameaçado, garante o general, os chineses não hesitariam em eclodir uma Terceira Guerra Mundial. Armas nucleares de certa forma garantem que não vai existir uma outra Grande Guerra, mas também fundiram o destino da China e do Partido com o destino do mundo. Sem mais espaço vital, milhões de chineses vão morrer. E este tipo de catástrofe pode colocar em risco a estabilidade do partido no poder. 

“Se nós, o PCC [Partido Comunista da China], acabarmos, a China vai acabar e o mundo todo vai acabar”. 

Atraso nos planos?

Quem está acompanhando as notícias sobre a China sabe que ela vem expandindo o seu império marítimo sem parar e violando o território de vários países no Extremo Oriente. Mas quando ela vai realmente tomar mais espaço terrestre ao ponto de ocupar as Américas para garantir mais “espaço vital”? E como isto vai ser feito?

O alvo prioritário dos comunistas chineses é a destruição dos Estados Unidos. Os EUA atrapalham muito os avanços militares chineses sobre outros territórios[4] e mantém um posto de liderança perante o mundo. Se os EUA pudessem ser colonizados pelos chineses, todo o resto do mundo aceitaria as agressões chinesas sem maiores dificuldades, garante o general. 

Partindo deste objetivo, vamos para a ação prática. A doutrina militar chinesa de cercar um território antes de tomá-lo já é bem conhecida. Mao Tsé-Tung primeiramente tomou as zonas rurais que alimentavam as cidades antes de fazer de fato a revolução. Assim, ele cortava a sua fonte de suprimentos e enfraquecia a resistência à sua conquista. A China atualmente tem a fama de comprar todos os setores estratégicos em países do Terceiro Mundo (Ásia, África e América Latina). Além disto, ela também se concentra em países pequenos antes de abordar países desenvolvidos ou blocos econômicos[5], para exercer maior pressão nos pontos fracos dos gigantes.

Mesmo avançando a todo vapor com a sua doutrina clássica, tomar os Estados Unidos é uma tarefa que exige um ataque direto e surpresa. Tomar os EUA significará dominar o mundo, então todas as garantias de vitória têm que estar a postos antes do lance final. 

Primeiramente, todas as lições que puderem ser aprendidas têm que ser absolvidas pela China para que não haja perdas no progresso histórico depois da transição. Lições especialmente relacionadas à tecnologia e à liderança. Segundo, este empreendimento vai custar muito em termos de recursos (financeiros e materiais) e eles ainda precisam de recursos do Ocidente para fazer os seus preparativos. Este esforço atrasa muito os planos, enquanto o espaço vital dos chineses se fecha sem parar. Mas eles não vão cometer o mesmo erro de Hitler, lembram?

Mas isto ainda não esclareceu a questão: como vai ser o ataque final aos EUA? O camarada Xiaoping, o mesmo mentor da reforma econômica chinesa, sugeriu que ao invés de investir em porta-aviões, a China deveria investir em armas biológicas contra os americanos[6]. E a China tem coletado de bioengenheiros israelenses informações para o desenvolvimento de uma arma biológica que não atinja a raça amarela na ocasião de seu ataque surpresa. 

Enquanto esta arma (com a vantagem de proteger a raça amarela) não for desenvolvida e a China não terminar o seu cerco para criar a sua oportunidade de aniquilação, os comunistas tem que se virar para esconder as suas intenções e suas capacidades. O “camarada Xiaoping enfatizava: ‘evite revelar ambições e tire os outros de seu rastro’”. Assim, focando em problemas com Taiwan, é possível esconder os seus problemas com os EUA. 

A história mostra que não era possível matar uma população inteira de um país invadido com sabres e rifles. Mas se os chineses não matarem os americanos, estes não vão deixar ninguém se mudar para lá. Além disto, armas biológicas atingem apenas as pessoas e não as infraestruturas que podem ser usadas imediatamente por quem estiver chegando, dispensando a necessidade de maiores investimentos de reconstrução no pós-guerra. 

“Na história chinesa, nas mudanças de dinastias, o cruel sempre vencia e o benevolente sempre falhava. (…) Nós, como revolucionários humanitários, não queremos mortes. Mas se a história nos confrontar com a escolha entre a morte de chineses e a morte de americanos, nós vamos escolher esta segunda (…). A história vai provar que fizemos a escolha certa”. Depois que o problema com os EUA estiver resolvido, todos os seus outros problemas serão resolvidos facilmente, garante babilonicamente o general[7]

Como Karl Marx orienta em “O Capital”, a violência será a parteira do Século Chinês.

Conclusão

Todas estas exposições que ele fez provam que, como o barro e o ferro não se misturam, as democracias e as ditaduras também não conseguem se misturar. Uma sempre tenta derrubar a outra, e as ditaduras estão, infelizmente, ganhando cada vez mais imunidade às investidas democráticas e cristãs contra a tirania. 

As reflexões que ficam diante destas revelações são muitas. Nos estamos prontos para lidar com uma massiva ameaça biológica? Ou com o nazismo renascido, fortalecido e escondido sob camadas de vantagens econômicas orientais? Ou prontos para bloquear as ambições contra o nosso território da nação com a maior população do mundo, que se recusa a adotar entraves ambientais, contraceptivos e pacíficos para o seu desenvolvimento? Ou mesmo para lidar com o Partido Comunista que prefere estourar o mundo a sair do poder?


FONTES:

[1] Sobre a história dos criadores do The Epoch Times: https://www.theepochtimes.com/about-us.

[2] Antigo link da publicação do The Epoch Times que inspirou esta matéria: http://english.epochtimes.com/news/5-8-8/31055.html.

[3] A pesquisa foi apresentada através da versão militar do site “sina.com”: “jczs.sina.com.cn” (atualmente: https://mil.news.sina.com.cn/). Ela foi feita entre 02/02/2004 e 01/03/2004, e podia ser encontrada neste endereço: http://jczs.sina.com.cn/2004-02-02/1644180066.html.  

[4] Notícia da “estratégia do repolho” sendo combatida pelos EUA: https://www.epochtimes.com.br/eua-finalmente-enfrentam-estrategia-repolho-china/.  

[5] Tática de “concentração de poder de fogo” e a “estratégia do repolho” sendo usadas na política chinesa: https://www.epochtimes.com.br/china-tenta-subverter-europa-com-estrategia-dividir-para-conquistar-video/.  

[6] Olavo de Carvalho já falava do foco dos chineses em armas biológicas em um artigo de 2005 para o Diário do Comércio: http://olavodecarvalho.org/a-china-no-walmart/.

[7] Para entender as origens babilônicas desta crença, leia esta matéria: http://generalidadesgeneralidades.blogspot.com/2019/09/a-criacao-e-as-ideologias-babilonicas.html.   

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Renato Rabelo é pesquisador independente de inteligência militar, tradutor e aluno do Curso Online de Filosofia de Olavo de Carvalho. Facebook: https://www.facebook.com/IniciativaRenatoRabelo

 

 

 

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