Davi Alcolumbre quer engordar o “fundão”

0
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Anúncio:

Declarações do presidente do Senado, Davi Alculumbre (DEM), indicam que está aberto o caminho para o aumento do fundão – ou fundo partidário –, verba pública de que os partidos políticos dispõem para bancarem as campanhas eleitorais de seus quadros.

Na noite desta terça-feira (17), os senadores rejeitaram um projeto que, dentre outras flexibilizações que facilitariam as fraudes eleitorais, abriria brechas para o engordamento do fundão, porquanto não previa o montante final destinado às agremiações. O valor, segundo o projeto, seria estabelecido pela Lei Orçamentária Anual, possibilitando, assim, o seu aumento.

Anúncio:

Como, porém, não houve um acordo, muito devido à pressão contrária que se formou, os parlamentares resolveram manter o fundão nos mesmos R$ 1,7 bilhões de 2018 e, ademais, o relator do projeto, Weverton Rocha (PDT), anunciou o veto dos outros trechos polêmicos num novo parecer.

Com efeito, este projeto picotado, do qual só restou, na prática, o fundão, voltará à apreciação dos deputados – onde poderá ser aprovado o valor indefinido a priori.

Alcolumbre, por sua vez, declarou, hoje, depois de a sociedade comemorar o recuo dos senadores, que não houve esse acordo pelo fundo fixado, e que ele, pessoalmente, é contra.

E o parlamentar demista se justificou dizendo, em outras palavras, que, sem um fundo polpudo, periga os prefeitos e vereadores, concorrentes nas municipais do ano que vem, precisarem recorrer a ilegalidades, pois ficariam impossibilitados de bancarem suas campanhas.

Vejamos:

“Eu não defendo nada [sobre o acordo de fixação do fundo partidário no mesmo valor de 2018] =, eu defendo coerência porque, se os vereadores e prefeitos não tiverem o apoio do partido necessário para fazer campanha com responsabilidade, a gente acaba criando um caminho para as pessoas não trabalharem ou agirem nas suas campanhas dentro da legislação porque você não vai dar condições para ele disputar”, disse o presidente do Senado.

Em resumo, Alcolumbre está dizendo que se a sociedade não estiver disposta a desembolsar grossa quantia para os pleiteantes políticos de 2020, eles, incoercivelmente, precisarão partir para expedientes ilícitos. Em outras palavras, é chantagem.