STF nega habeas corpus ao militar que levava cocaína no avião da FAB

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A ministra Cármen Lúcia, da Suprema Corte, negou um pedido de habeas corpus que requeria o trancamento do inquérito policial e a consequente soltura do segundo-sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues, preso em junho, na Espanha, quando fora surpreendido portando 39 quilos de cocaína, dentro de sua bagagem pessoal, em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) que levava parte da comitiva do presidente Jair Bolsonaro ao G-20, no Japão.

A argumentação da defesa no Supremo é que o segundo-sargento estaria “sendo investigado pelos mesmos fatos no Brasil e na Espanha”, e isto configuraria dupla punição pelo mesmo ato.

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O caso do sargento Rodrigues, como não podia deixar de ser, repercutiu em toda a mídia, nacional e internacional, e foi amplamente explorado pela oposição de Bolsonaro que tentou liga-lo, imediatamente, ao tráfico internacional de drogas. Depois se soube que Rodrigues não tinha nenhuma ligação especial com o atual governo e que já havia trabalhado em delegações dos ex-presidentes Dilma Rousseff e Michel Temer.