Bachelet convida Estela Haddad para “rede de proteção à criança” da ONU

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Agência Estado
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Após dizer-se preocupada com a democracia no Brasil a alta Comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, convidou Ana Estela Haddad para integrar uma rede internacional de proteção à primeira infância na América Latina, de acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo, na edição desta quinta-feira (5) da Folha de S.Paulo.

Segundo Bergamo, a escolha de da esposa do petista e candidato derrotado à presidência, Fernando Haddad, condenado a 4 anos por caixa-dois em eleição municipal, se deve à experiência que ela teria tido em políticas públicas quando foi primeira-dama de São Paulo, na gestão de seu marido, na prefeitura, de 2013 a 2016.

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O petista Fernando Haddad, conhecido como “pai do Kit-gay”, foi o responsável pela aprovação da polêmica cartilha de educação sexual nas escolas, quando era Ministro da Educação. A cartilha foi combatida pelo então deputado Jair Bolsonaro, na época. Haddad implantou as mesmas cartilhas para crianças a partir dos 11 anos, durante seu mandato como prefeito de São Paulo.

Em 2018, Michelle Bachelet assinou o manifesto em favor da participação de Lula nas eleições, que devido sua prisão, por lavagem de dinheiro, delegou a candidatura a Fernando Haddad, que em 2019 também foi condenado por caixa-dois.

Ex-presidente do Chile pela coligação de esquerda, Bachelet lidera a organização Horizonte Ciudadano, que trata de políticas públicas voltadas às metas fixadas pela ONU como parte da chamada Agenda 2030.

Ataques ao governo brasileiro por “violência policial” após queda de criminalidade

Nesta semana, Michelle Bachelet atacou o governo brasileiro acusando-o de ter aumentado a violência policial diante de uma redução recorde na criminalidade. Pelas redes sociais, Bolsonaro respondeu que ela estaria seguindo “a mesma linha” de Emmanuel Macron, presidente da França, ao se intrometer em assuntos internos do Brasil, e acusou Bachelet de defender apenas “os direitos humanos de bandidos”. Bachelet defendeu Lula e agora nomeia esposa de Haddad, condenado a regime semi-aberto por caixa-dois.

O Presidente também disse que, se não fosse o golpe militar dado por Pinochet, em 1973, o Chile seria uma Cuba. Bolsonaro também fez comentários sobre o pai de Bachelet, morto durante o regime militar. O pai de Bachelet, Alberto, foi vítima do regime de Pinochet. Michelle foi presidente do Chile por duas vezes.

Em outro trecho da postagem, Bolsonaro disse: “Diz (Michelle) ainda que o Brasil perde espaço democrático, mas se esquece que seu país só não é uma Cuba graças aos que tiveram a coragem de dar um basta à esquerda em 1973, entre esses comunistas o seu pai brigadeiro à época”.

O chanceler Ernesto Araújo também comentou os ataques de Bachelet ao Brasil argumentando que a preocupação dela seria pelo fato da esquerda ter perdido poder no país.