Comunistas retomam o poder na Ancine durante presidência interina

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Ancine
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A Agência Nacional do Cinema (Ancine) se tornou a “resistência” contra Bolsonaro após o afastamento temporário do presidente Christian de Castro. O afastamento fez com que seu substituto interino, Alex Braga (foto), trouxesse de volta os comunistas originais da agência, graças a uma canetada do presidente Jair Bolsonaro, segundo a coluna Radar, da Veja. A limpa feita por Braga exonerou nada menos que onze pessoas, cinco superintendentes e mais seis quadros da cúpula da agência, substituindo-os por membros de uma lista de indicados pela extrema esquerda, trazendo de volta o período de domínio mais ideológico da agência.

A situação tende a se manter pelo menos até que o governo consiga aprovar, no Senado, a indicação da nova presidente Paula Alves de Souza, diplomata com longa carreira no Itamaraty e que defende critério mais econômico e global ao cinema brasileiro.

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A Ancine foi criada em 2001, no final do governo FHC, mas sob os governos petistas se consagrou como órgão do PCdoB. Presidida por 11 anos por Manoel Rangel, membro do Comitê Central do PCdoB, a agência. Os comunistas históricos sempre estiveram presentes e dominaram o palco da Ancine ao longo dos governos petistas.

Em recente entrevista à Folha de São Paulo (republicada na íntegra pelo Portal Vermelho), Manoel Rangel defendeu que o governo fique longe de decisões sobre temas cinematográficos a serem financiados com o dinheiro público. Visto como ícone da liberdade da Ancine, o militante comunista pode ter tido papel importante na indicação de cargos da agência.

Para os admiradores das ditaduras mais sanguinárias e autoritárias da história, qualquer modificação na estrutura da Ancine caracteriza censura, de maneira que se nomes como o de Rangel se tornam arautos da liberdade e humanidade, aptos a dar lições de democracia enquanto enaltecem regimes totalitários que mataram mais de 100 milhões de pessoas no século XX.

Rangel se gaba de a Ancine ter patrocinado um ou outro filme considerado “de direita”, mas ataca o governo Bolsonaro considerando-o ditatorial por querer implementar possíveis “filtros” ao patrocínio governamental de filmes que não passem boa imagem do Brasil no exterior.

Pode ser verdade que a esquerda, ao longo de sua gestão na Ancine, manteve sem filtro algum o uso do dinheiro público para o cinema, o que maneira alguma significa um mérito ético, mas um retrato de uma política que tem como critério o desperdício em nome de uma suposta “diversidade”, que coincidentemente apenas denigre o país e assombra a sociedade.

 

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Aruan
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Aruan

Lamentável. Espero que Bolsonaro acorde para esse fato e expulse esses sujeitos!

Cláudio Salum
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Cláudio Salum

O Bolsonaro tem que fechar essa pocilga!