Ideologia de Gênero dentro da Igreja

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O professor Luiz Amaral, representando a Pastoral de Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo, aproveitou os microfones da emissora de rádio 9 de Julho, um canal da Igreja paulistana, para defender a ideologia de gênero.

A pauta era a discussão que se segue na Alesp sobre Projeto de Lei da deputada do PSOL Erica Malunguinho (que na verdade é homem) que, dentre outras coisas, pretende liberar o tratamento hormonal para crianças e adolescentes “trans”, além da cirurgia de mudança de sexo para menores de 21 anos, tudo pela rede pública de saúde.

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A PL, entretanto, ganhou emendas propostas pela deputa Janaína Paschoal, do PSL, com a finalidade de retirar esses dois pontos.

Desta feita, o professor Luiz Amaral veio à público rechaçar as emendas de Janaína e reiterar, numa rede cristã, a diabólica agenda de gênero.

Segue alguns trechos da fala de Amaral:

“A igreja no Brasil, com muito profetismo, escolheu para esse ano o tema da campanha da fraternidade: Fraternidade e Políticas Públicas. E como lema do profeta Isaías, será ‘libertar pelo direito e pela justiça'”.

Aqui o professor denuncia toda a salada entre cristianismo e marxismo que conforma a Teologia da Libertação.

Trocando em miúdos, a TL pode se resumir numa tentativa de justificação revolucionária pela pregação religiosa desprendida de seu valor metafísico. No caso, a título de exemplo, justiça, como ele diz, é a justiça social, a ser conquistada pela ação humana, na Terra, não a Justiça prometida pelo Cristo, aos pobres e aos sobrecarregados, que, segundo Ele, gozarão as Suas Bem-aventuranças não na imanência terrestre, mas no Seu Reino, que não é desse mundo.

E segue:

“A nossa Constituição de 1989, denominada Constituição Cidadã, preconiza, no seu artigo sexto os direitos sociais, dentre eles o direito à saúde.”

Depois:

“A campanha da fraternidade desse ano tem como um do seus objetivos específicos propor políticas públicas que assegurem os direitos sociais ao mais frágeis e vulneráveis”.

Do geral, ele vai descendo ao particular. Da premissa maior, “os cristãos lutam pela justiça social”, ele passa à menor, “devemos, nós cristãos, defender o que está previsto na Constituição, uma vez que nossa Carta Cidadã compreende os direitos sociais, que são mecanismo da tal justiça social, dentre os quais, o de garantir assistência médica a quem queira mudar de sexo.

Na sequência, ele resume a questão da Alesp e faz sua crítica à Paschoal apoiando-se na falácia do consenso científico. De acordo com o professor, a deputada, ao propor as mudanças na PL de Malunguinho, estaria indo contra evidências de vinte anos e contra estudos criteriosos feitos pelos médicos antes de ministrarem ambos tratamentos questionados pela pesselista (o hormonal e a cirurgia de redesignação sexual).

O fato, porém, é que a ideologia de gênero, defendida pela(o) deputada(o) psolista e pelo católico comunista, não tem nenhum respaldo científico e, ao fim e ao cabo, é só mais um experimento progressista em franco ataque à natureza humana e às bases das sociedades cristãs.

Vale lembrar que a Pastoral Política e Fé é um importante braço da esquerda dentro da igreja católica.