Estado de SP insere ideologia de gênero em material escolar para 8º ano do fundamental

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Foto: José Cruz/Agência Brasil.
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Material recém lançado para o 3º bimestre de 2019 no estado de São Paulo se chama SP Faz Escola e no Caderno do Aluno para o 8º ano do ensino fundamental aborda ideologia de gênero e direitos sexuais. O material tem causado revolta entre pais que discordam das abordagens para a educação de seus filhos.

Assim que recebidos os primeiros exemplares nas escolas, começou a circula na internet fotos e um vídeo onde um pai mostra em detalhes o livro (veja vídeo ao final do artigo). No início do material consta data (2019) e nome do atual governador, João Dória, recém eleito com discurso de alinhamento à Jair Bolsonaro (slogan BolsoDória), o que gerou surpresa para muitos que votaram em Dória esperando algum alinhamento com Jair Messias Bolsonaro. Em 2016, quando falava de sua gestão para a prefeitura de São Paulo, João Dória se posicionou contra a ideologia de gênero.

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Atualização de 03.09.2019 às 11h45: João Dória afirmou que solicitou o recolhimento do material.


O texto do material para crianças a partir de 13 e 14 anos afirma que o gênero é uma construção cultural e que ninguém “nasce homem ou mulher”, sendo a identidade de gênero um complexo “jogo do eu”, além de outros elementos da ideologia de gênero. Confira o conteúdo do material:

Página 29:

“A identidade de gênero refere-se a algo que não é dado e, sim, construído por cada indivíduo a partir dos elementos fornecidos por sua cultura: o fato de alguém se sentir masculino e/ou feminino. Isso quer dizer que não há um elo imediato e inescapável entre os cromossomos, o órgão genital, o aparelho reprodutor, os hormônios, enfim o corpo biológico em sua totalidade, e o sentimento que a pessoa possui de ser homem ou mulher. A identidade é um conjunto de fatores que forma um complexo “jogo do eu”, onde entram em cena a interioridade (como a pessoa se vê e se comporta) e a exterioridade (como ela é vista e tratada pelos demais).Nesse sentido, podemos dizer que ninguém “nasce homem ou mulher”, mas que nos tornamos o que somos ao longo da vida, em razão da constante interação com o meio social.”

No texto 2 da página 30 a apostila traz novamente conceitos de ideologia de gênero onde a heteronormatividade seria o motivo do preconceito e discriminação contra LGBTs na sociedade.

Na página 32 a apostila pede que os alunos do 8º ano façam grupos para realizarem pesquisas abordando temas como “movimentos sociais”, “Motivimento LGBT e Movimento Feminista”, “Direitos sexuais e reprodutvos”, etc.

Em outra página, a apostila foca na educação sexual:


Pais fazem vídeos mostrando a apostila e comprovando que as imagens acima são de fato do conteúdo da referida apostila publicada em 2019, na gestão João Dória:

Galeria de fotos: