Governador de SC recua e promete retirar Ideologia de Gênero de currículos

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Para acalmar os ânimos com as últimas notícias, o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL) publicou um vídeo em seu perfil no Instagram, no qual promete não homologar a inserção da Ideologia de Gênero nas escolas. Com a presença do secretário da Educação, o “professor Natalino”, Moisés disse que o tema gerou grande preocupação e foi decidido retirar os termos da ideologia dos currículos escolares do Ensino Fundamental, como estava presente no projeto original, conforme noticiou o Terça Livre. O vídeo teve o claro objetivo de atenuar o incômodo causado pela divulgação do plano dos currículos escolares, onde se via menção a “identidade de gênero”, em referência à ideologia.

No vídeo, o governador chega a insinuar que a presença da ideologia de gênero teria sido “aventada”, como se não fosse evidente, no seu entender. O governador perdeu a oportunidade de demonstrar aos catarinenses que sabia do que se tratava, dando mais a impressão de que apenas deseja afastar a polêmica do seu governo, sem entendê-la direito.

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O secretário, que aparece ao lado do governador, apenas resume-se a concordar com tudo o que Moisés falou, sem dar maiores demonstrações de saber do que se trata.

Nesta semana, a Secretaria de Estado da Educação publicou uma nota explicativa que demonstrava estar perfeitamente engajada com a ideologia de gênero, utilizando todos os seus termos e entendimentos internos da ideologia. Assim como o governador, a nota parece não concordar que haja, no termo “identidade de gênero”, a presença da ideologia de gênero.

Moisés também não explicou como fará para que os termos ideológicos não sejam utilizados por professores, uma vez que a ideologia é, hoje, comungada pela imensa maioria dos profissionais e especialistas em educação na rede pública. A prática do ensino de sexualidade com temáticas de gênero, que desconstroem a estrutura clássica familiar e visam assumidamente romper tabus sexuais e de comportamento, já é ensinada e faz parte da base da prática educacional há décadas.

Em 2015, após rejeitada pelos deputados da Câmara, em Brasília, a ideologia de gênero foi reinserida por técnicos do MEC nos planos estaduais e municipais. Por meio de uma imensa mobilização nacional, pais de família e ativistas pela vida e pela infância visitaram deputados e vereadores de todo o país até conseguirem que a ideologia fosse rejeitada por imensa maioria, na maior parte dos estados e municípios.

Mas a vitória popular no Legislativo fez com que a militância modificasse a estratégia, criando a Base Nacional Curricular, e agindo por meio do poder Executivo e assembleias preenchidas com ativistas para pressionar governos. Essa situação é completamente desconhecida do governador, que infelizmente nomeou todos os ativistas que pareceram assemelhar-se a técnicos.

Veja abaixo o link do vídeo

 

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