Aula 3 – Espírito revolucionário: Origens das ideologias modernas

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Ao rompimento da teologia agostiniana da história (as duas cidades) segue-se o milenarismo medieval de Joaquim de Fiori, que propõe pela primeira vez um paraíso na Terra, tornando-se popular na Idade Média até os primeiros arroubos iluministas. O culto ao Divino Espírito Santo, influenciado pelo pensamento de Fiori, é abarcado pela Igreja, que condena seus excessos. Mas o “tempo do Espírito” previsto e aguardado pelos milenaristas, seduz os primeiros filósofos do iluminismo, fazendo-os acreditarem numa elite científica e filosófica portadora da luz da humanidade contra as trevas da ignorância.

O “Tempo do Espírito Santo”, de Fiori, pode servir de analogia histórica para diversas propostas e utopias modernas, como a era do conhecimento ou a Era de Aquário. As primeiras ideologias modernas vão se formando a partir do sonho utópico de uma salvação terrestre e as oposições (salvos x condenados) se tornam cada vez mais análogas a um desejo de ação política e matriz de orientação existencial.

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