Bolsonaro sobre mortes em Altamira: “pergunta para as vítimas dos que morreram lá”

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Foto: Sérgio Lima/PODER 360
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Em entrevista no Palácio da Alvorada na manhã desta terça-feira (30), o presidente Jair Bolsonaro comentou o massacre do Centro de Recuperação Regional de Altamira (CRRALT) que deixou, ontem, 57 mortos.

Questionado sobre o fato Bolsonaro disse: “Pergunta para as vítimas dos que morreram lá [em Altamira] o que eles acham. Depois que eles responderem, eu respondo vocês”.

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A fala, apesar de ter causado um certo alarde, faz parte do repertório de Bolsonaro desde os tempo em que ele era parlamentar.

Em 2014, o então deputado, ao se candidatar à presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, deu uma entrevista coletiva que ficou famosa. À época se discutia, dentre outras coisas, a redução da maioridade penal e a crise no sistema penitenciário brasileiro.

Perguntado sobre o presídio de Pedrinhas, no Maranhão, que vivia caos semelhante ao que se assistiu, ontem, em Altamira, Bolsonaro disse: “a única coisa boa no Maranhão é o presídio de Pedrinhas”.

Vendo, porém, que os repórteres haviam ficado consternados com a resposta, acrescentou: “Não quer ir pra lá [para Pedrinhas]? É só não matar, não sequestrar, não praticar latrocínio, que você não vai pra lá, porra! Tem que dar vida boa pra aqueles canalhas? Eles ‘fodem’ com nós a vida toda e nós temos que mantê-los presos numa vida boa? Tem que ‘se foder’ e acabou”. E finalizou: “É minha ideia. E quem não está contente, trabalhe contra a minha chegada na comissão”. 

Bolsonaro não chegou na Comissão dos Direitos Humanos, mas à presidência da República. Não há, portanto, nenhum fato novo na fala de hoje.