Maduro gasta US$ 200 milhões para sediar reunião do Foro de São Paulo

5
Anúncio:

Epoch Times

O deputado venezuelano Leonardo Regnault, que faz oposição ao regime, denunciou em seu perfil no Twitter, que Nicolás Maduro irá gastar US$ 200 milhões para sediar a reunião do Foro de São Paulo, organização de partidos e movimentos de esquerda da América Latina. A reunião anual da entidade ocorrerá nos próximos dias, em Caracas, em meio a grave crise política e humanitária no país.

Anúncio:

O evento reunirá centenas de representantes de esquerda que apoiam a ditadura de Maduro e ocorre logo após um apagão elétrico que deixou o país às escuras.

“Enquanto o país sul-americano enfrenta uma crise humanitária sem precedentes, o regime ditatorial gasta essa cifra milionária, que poderia ser usada para salvar as vidas de centenas de venezuelanos que correm risco de morte devido à falta de tratamento”, informa a repórter Sabrina Martín, em matéria do site Epoch Times. “A prioridade da ditadura é congregar centenas de comunistas com prontuário e perpetradores de violações dos direitos humanos. Enquanto isso, ele diz que é vítima de um bloqueio econômico que não lhe permite importar alimentos ou remédios”.

O deputado Leonardo Regnault disse nas redes sociais:

“Este foro é um templo montado para que os amigos façam turismo ideológico, enquanto o povo venezuelano sofre de fome, miséria e necessidades, enquanto o povo venezuelano morre em hospitais e não tem acesso a remédios e alimentos”, afirmou.

De acordo com Regnault, “o Hospital de Coche, que ficou fechado por mais de oito meses, poderia ter sido reformado”, disse referindo-se ao dinheiro gasto com o evento político. “Também poderia ter sido usado para ajudar pacientes renais, pacientes crônicos ou para combater a desnutrição infantil”.

Poucos dias antes do evento de esquerda, um blecaute nacional foi registrado na Venezuela, onde a maioria dos estados do país ficou às escuras enquanto recursos públicos são utilizados para evento de apoio à ditadura de Maduro.

De 25 a 28 de julho, em Caracas, o Foro de São Paulo vai receber 800 delegados, entre eles, uma delegação das FARC que, segundo o jornalista Maibort Petit, obteve permissão para deixar a Colômbia graças a uma carta que o braço direito de Maduro, Diosdado Cabello, teria enviado à Jurisdição Especial pela Paz (JEP).