Ministro desconfia com razão. Soros doou US$200 mil para Fiocruz pesquisar sobre drogas

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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
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Como destaca matéria de O Globo nesta terça-feira (28/05), o Ministro da Cidadania Osmar Terra diz que “não confia” em estudos da Fiocruz sobre drogas. Isso mostra que Osmar Terra sabe onde está pisando.

Para o ministro, a Fiocruz pode ter prestígio para fazer vacinas e pesquisas de medicamentos, mas para drogas, “ela tem um viés ideológico de liberação das drogas“.

A celeuma gerada pela ação do Ministro ocorre porque o governo vetou a publicação de uma pesquisa que a Fiocruz estava realizando para o governo federal, devido a um edital que a fundação ganhou em 2014. O veto para a não publicação da pesquisa é legal e está previsto em cláusula contratual entre Fiocruz e governo, como destaca O Globo.

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A suspeita do ministro Osmar Terra mostra que ele sabe onde está pisando. Em 2017, por meio da Fundação Open Society, o bilionário e financiador de pautas como aborto, gênero, desencarceramento e liberação das drogas, o famoso George Soros, doou 200 mil dólares para a Fiocruz trabalhar especificamente em pesquisa no Brasil sobre drogas.

Interessante notar que o Ministro Osmar Terra, no âmbito da Política Nacional sobre Drogas (Pnad), “prevê foco em abstinência no tratamento de dependentes químicos”. Ou seja, tratamento de drogas sem dar as droga as pessoas. Já o financiamento da Open Society tem linha oposta. Segundo o site da fundação, o objetivo da doação à Fiocruz era:

“avaliar o impacto de novos programas em três cidades brasileiras oferecendo moradia, emprego e outros apoios a usuários ativos de drogas sem exigir abstinência.” (grifo nosso – clique aqui veja você mesmo no site da Open Society, em inglês)

Fiocruz tem posição oficial pró-liberação das drogas

Não é difícil encontrar textos nas pesquisas da Fundação ou em seu site defendendo abertamente a liberação das drogas. Ao mesmo tempo que a Fundação publica pesquisas científicas que afirmam que a liberação das drogas é a saída para o Brasil, eles também apresentam uma posição oficial pró-liberação, extrapolando as meras conclusões de pesquisas empíricas e entrando na seara do advocacy (militância). Em um texto no site da Fiocruz explicam, sem reservas:

o Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE-Fiocruz) considera essencial que o debate sobre a descriminalização e a legalização da maconha seja feito de maneira incisiva, democrática e sem preconceitos.

Uma notícia de 2015 no site Estadão também deixava clara a posição da Fundação no título:”Fiocruz defende descriminalização do uso de droga”. Na matéria, o então presidente da Fiocruz defendia abertamente a pauta da liberação das drogas, algo que é bastante caro para a esquerda e para as fundações metacapitalistas como é o caso da doadora dos 200 mil dólares em 2017, a Open Society. A posição da Fiocruz foi feita no cenário em que o Supremo Tribunal Federal (STF) debatia a questão. A posição oficial citada está disponível no site da fundação desde 2015, mas em 2017 houve troca da presidência na Fiocruz.

No Brasil as primeiras citações ao grande público sobre o trabalho de George Soros e sua fundação foram feitas pelo candidato à presidência da república Dr. Eneas Carneiro. Em inúmeros registros em vídeo, é possível ver o Dr. Eneas acusando George Soros de ter planos de liberar as drogas no Brasil. Assista um dos vídeos disponíveis no Youtube:

 

 

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