Cartazes da Agenda 2030 tomam conta do Ministério do Meio Ambiente

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Dando continuidade à série de análises sobre a influência da Agenda 2030 no governo federal, temos visto que a gestão Bolsonaro encontra-se limitada por todos os lados, diante da agenda internacional da Organização das Nações Unidas (ONU), o establishment midiático e a ala progressista que compôs o seu governo por escassez de talentos mais alinhados às ideias do presidente Jair Bolsonaro.

Foto tirada na primeira semana de maio/2019.

A famosa Agenda 2030 foi pedra de tropeço para opositores de Bolsonaro nas eleições de 2018, e a não vinculação (ou mesmo rejeição dessa agenda) por parte do então presidenciável, certamente contribuiu para sua vitória. No contexto em que Conselho Nacional de Justiça (CNJ) integra a Agenda 2030 ao Judiciário, e Tribunal de Contas da União(TCU) recomenda, por relatório de auditoria, requer a adoção da agenda da ONU no Poder Executivo, não ficaria, de forma alguma, justo MMA – Ministério do Meio Ambiente, alheio à Agenda 2030 por uma governança global.

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A pauta do meio ambiente sempre foi o tema de maior preocupação da ONU, por ser escolhida como principal problema global para legitimar a necessidade de um controle supra-nacional de caráter legislativo, executivo e judicial, hábil o suficiente, para submeter aos seus mandos, por meio de acordos e negociações, qualquer nação.

A expansão e adesão gradual da Agenda 2030 em todas as esferas, já em curso e estágio avançado, permitirá ao establishment internacional manter o poder sobre todos os países vinculados a ONU, como o Brasil, mesmo em situações atípicas em que um governo não alinhado à esquerda seja eleito, como é nosso caso atualmente. Assim, a Agenda 2030 representa claramente um limitador das possibilidades de mudança e ruptura com a velha política e os pilares progressistas. A Agenda 2030 garante também, a vinculação ao governo, de uma série de ONGs, institutos, entidades e pessoas alinhadas aos objetivos e ideologia globalista e progressista, que exercem influência nas políticas públicas, educacionais, nos sistemas produtivos, tipos de indústria a serem priorizados etc. Essa estrutura é, portanto, capaz de contornar significativamente a decisão popular manifestada via eleições presidenciais e regionais, que pediram um distanciamento das políticas progressistas e um foco no “Brasil acima de tudo”. Nada poderia ser mais anti-democrático do que uma estrutura que limita o poder e a implantação do plano de governo de um presidente que foi eleito pelo voto popular, e que venceu o pleito exatamente contra candidatos que defendiam esse establishment.

O caráter aparentemente imutável dessas barreiras se dá pela inércia do movimento que têm décadas de ação e bilhões de dólares para investir, comprando mentes e entidades, em todos os âmbitos, nacionais e internacionais.  A Agenda 2030 é como um upgrade da Agenda 21, que tornou-se realidade a partir de 1992, no Rio de Janeiro, com a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – a Rio 92. Nesse episódio, criava-se “um instrumento de planejamento participativo visando o desenvolvimento sustentável“. Trata-se da aplicação de métodos não-aversivos de dominação e conquista de espaço, poder e território, ideia que foi proposta por Mikhail Gorbachev, em vários de seus escritos, como melhor meio para acabar com a “imagem do inimigo” repressivo, que era a URSS. A linha do tempo e a complexidade desse movimento é extensa e precisa ser compreendida por quem quer que pretenda contribuir para o “Brasil acima de tudo” que fora sonhado por 57 milhões de brasileiros no final de 2018, incluindo aí, o próprio Presidente Jair Bolsonaro.

É verdade que, em 2016, a perspectiva era bem pior, quando o Ministério do Meio Ambiente, via Secretaria-Executiva (alto escalão), lançou em parceria com o Fundo de Populações das Nações Unidas (UNFPA), um edital para construção da agenda ambiental do ministério. A pasta do meio ambiente talvez fosse um dos mais tomados pela ideologia, vide exemplo do artigo publicado no site do ministério, até hoje disponível, sobre ecossocialismo. O incentivo e o espaço para a ONU trabalhar dentro do governo, aparentemente, deixou de ser como antes, mas a Agenda 2030 ainda está inserida, propagandeada nos corredores do prédio e certamente grande parte das ações da pasta. Isso não parece ser desejo do ministro Ricardo Salles, nem de Bolsonaro. Mais uma vez, o governo tem pouco poder de ação devido a conjuntura estabelecida. Se uma agenda nacional de meio ambiente não for capaz de superar a agenda internacional, ou se a nova agenda se tornar estereótipo de agenda anti-ambiental e for massacrada pela grande mídia, quem continuará vencendo e ganhando território será a agenda da ONU, a Agenda 2030, que prejudicou Amoedo e outros concorrentes na eleição presidencial.

 

 

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Marcos
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Marcos

Pow quando eu pensa que vai TD bem vai mal!!! Eu estou gostando da gestão do Salles mas o que está acontecendo com esse governo mds do céu.

Marcos
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Marcos

Eu penso****