Inglês de Constança gera controversa classificação de “fake news”

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A agência de checagem Piauí, do grupo Folha, classificou recente matéria publicada no Terça Livre (TL)  como sendo uma fake news. A classificação de fake foi atribuída pela Piauí pelo fato da jornalista não ter usado um termo em inglês que explicitasse que ela teria intenção objetiva de arruinar Bolsonaro. O Terça Livre rebateu explicando como interpreta a fala da jornalista.

A revista Piauí é o mesmo veículo que, em maio de 2018, em um podcast, revelou que líderes dos principais veículos de comunicação estavam dispostos a “pegar o Bolsonaro de qualquer jeito” (neste caso, foi uma fala português e exatamente nestes termos). Leia artigo e ouça o podcast aqui.

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O portal TL destaca que o uso do termo “intenção” justifica-se porque na fala da jornalista, ela usa o termo “because”, o que expressa significado de causalidade, dentro de uma frase.  Na fala, a jornalista explica que estaria trabalhando há 30 dias no caso, “porquê” o caso pode arruinar o governo. Veja as frases em inglês e português (tradução Terça Livre):

“I only do that, I think I’m on thirty days doing only this case, because it can compromise… can ruin Bolsonaro”. 

“Eu só faço isso. Eu acho estou há 30 dias fazendo somente esse caso, porque isso pode comprometer, pode arruinar Bolsonaro”.

A interpretação e tradução da fala da jornalista no áudio é bastante complexa especialmente por conta do seu nível de inglês ser baixo. A jornalista demonstra vocabulário bastante limitado e possui pouca fluidez, o que também gera gagueira e raciocínio confuso, com diversas interrupções de linha de pensamento. Por isso, todo o diálogo é de difícil interpretação quando falamos em captar nuances desse tipo. É algo natural em iniciantes do idioma. Por conta das limitações de vocabulário, nem sempre há uma garantia de que a pessoa escolheu a palavra mais adequada para se expressar, já que muitas vezes escolhe palavras que lhes são mais fáceis de lembrar.

É neste contexto que ocorreu a classificação de fake news, se baseando no argumento da jornalista não ter usado palavra em inglês que traga de forma mais literal a intenção de arruinar o governo. O site Estudos Nacionais também reproduziu a notícia do Terça Livre e, em artigo de 11/03, destacamos elementos imprescindíveis para interpretação desse cenário. Leia As provas de que os jornais querem acabar com Bolsonaro

O portal TL destacou na segunda-feira (11/03) outras considerações importantes sobre o caso, como o fato do jornal Estadão ter admitido que a jornalista está de posse de documentos sigilosos obtidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). Como os dados se referem a movimentações financeiras, pode configurar o crime de quebra de sigilo bancário, algo que só pode ser quebrado com autorização judicial específica.

 

 

 

 

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