Maduro deporta jornalistas que filmaram pessoas comendo lixo

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Reprodução TV
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Três jovens reviram o lixo em busca de comida e um deles diz: “Estamos com fome”. Revoltado, diz que é pai de família e faz isso todos os dias para conseguir comer. “É preciso trocar o presidente, não podemos viver assim”, diz ele. Os autores do vídeo foram presos por Nicolás Maduro (veja o vídeo no fim da matéria).

As imagens dos homens comendo lixo foram mostradas pelos jornalistas de uma TV americana em visita ao Palácio do governo. As imagens enfureceram o ditador, que ordenou a detenção dos responsáveis. O vídeo foi gravado em Caracas por Jorge Ramos, um dos jornalistas de língua espanhola mais respeitados dos Estados Unidos. Segundo o repórter, quando ele mostrou as imagens, Maduro se levantou e interrompeu a entrevista.

“Eu disse a ele: ‘Isso é o que ditadores fazem, não os democratas’”, contou Ramos, já no aeroporto.

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Os seis jornalistas que faziam parte da equipe ficaram detidos no Palácio Miraflores por duas horas. Eles passaram a noite no hotel e foram deportados e desembarcaram em Miami na tarde desta terça-feira (26).

Outro jornalista, da Telemundo – outro canal americano em espanhol – foi detido na manhã desta terça quando fotografava a deportação da equipe de Jorge Ramos. Num comunicado, o canal disse que ele foi sequestrado e interrogado por seis horas, até ser liberado por homens que não se identificaram.

Câmeras, vídeos e até os celulares deles foram confiscados. A produtora Ana Martinez contou que a equipe de Maduro apagou as luzes e que, no escuro, foi revistada.

A detenção e até o sequestro de jornalistas na Venezuela são frequentes desde o tempo de Hugo Chavez, que expulsou empresas de comunicação por serem consideradas opositoras. Com o agravamento da crise no país, muitos casos tem sido registrados. Nas últimas 24 horas, houve mais dois casos de prisão de jornalistas.

O ministro das Comunicações da Venezuela, Jorge Rodriguez, disse que centenas de jornalistas foram bem recebidos no Palácio Miraflores, mas que o governo não se presta ao que chamou de show barato.

Representantes de 17 organizações que defendem a liberdade de imprensa assinaram um comunicado conjunto condenando a intimidação e a censura de Maduro.

Em Nova York, o Conselho de Segurança das Nações Unidas se reuniu para discutir a crise na Venezuela. Estados Unidos, União Europeia e vários países ocidentais como o Brasil reconhecem o poder de Juan Guaidó. Mas a China e a Rússia, que têm poder de veto, apoiam Nicolás Maduro.

O representante americano pediu que mais países apliquem sanções econômicas contra o governo venezuelano e recusou a oferta de diálogo. “Perguntem a Jorge Ramos, da Univision, sobre o valor do diálogo com Nicolás Maduro”, falou ele.

Informações G1

https://www.youtube.com/watch?v=zd6Ul9LLGso

 

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