A pedido dos EUA, ONU convoca reunião de emergência

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Mark Wilson/AFP
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A pedido dos Estados Unidos, o Conselho de Segurança das Nações Unidas convocou uma reunião de emergência para esta terça-feira (26) para discutir a crescente instabilidade na Venezuela. O vice-presidente Mike Pence admitiu a possibilidade de uma intervenção militar no país.

“Esperamos uma transição pacífica para a democracia na Venezuela”, disse Pence. “Mas como o presidente Donald Trump deixou claro, todas as opções estão sobre a mesa”, reforçou durante a reunião do Grupo de Lima, ocorrida nesta segunda-feira (25), em Bogotá, na Colômbia.

A declaração é um reforço da proposta dos EUA para uma intervenção militar norte-americana na Venezuela que afaste o ditador Nicolás Maduro do poder e apoie a ascensão do presidente Juan Guaidó. O jornal britânico The Guardian informa que Donald Trump já teria indicado ser favorável a uma intervenção no país para libertar o povo venezuelano do regime ditatorial que já deixou 25 mortos na fronteira e mais de 300 feridos. Militares desertores do regime de Maduro informaram que o mandatário deu ordens para massacrar o povo.

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Rússia e EUA se mobilizam e países da região hesitam

Mesmo após confrontos diretos entre militares da Guarda Bolivariana e a população civil e o impedimento da entrada da ajuda humanitária fornecida pelos países vizinhos, neste final de semana, os mandatários da região tem recusado, direta ou indiretamente, a intervenção interna na Venezuela.

A agência de notícias russa Rossiya Segodnya informou, nesta terça-feira, que a Rússia estuda apresentar uma proposta de apoio ao regime ditatorial de Maduro, exigindo o fim da interferência externa na Venezuela. Ao mesmo tempo, EUA recorrem à ONU para pressionar a realização de eleições democráticas no país.

Diante da situação de evidente emergência, o vice-presidente brasileiro Hamilton Mourão, garantiu em entrevista à Reuters, que não há “hipótese alguma de os EUA colocarem tropas na Venezuela através do Brasil. O Brasil deverá manter, segundo ele, a “linha de não-intervenção” militar na Venezuela, aguardando que a pressão diplomática e econômica ajude a resolver a crise. “Sem aventuras”, disse Mourão, na reunião do Grupo de Lima.

Os presidentes da Colômbia, do Chile e do Peru, também recusaram a ideia de intervenção militar. O pedido do Grupo de Lima foi no sentido da organização de eleições antecipadas no país.

Europa também resiste ao uso da força

Os países europeus, unidos no reconhecimento de Juan Guaidó como presidente legítimo da Venezuela, têm oferecido resistência ao uso da força para garantir o afastamento de Nicolás Maduro do poder. Numa declaração oficial, a responsável pela política externa da União Europeia, Frederica Mogherini, sublinhou que “as origens da crise são políticas, devendo as soluções ser políticas”.

“Reiteramos firmemente a nossa rejeição e condenação da violência e de qualquer iniciativa que possa desestabilizar mais a região”, concluiu.

À agência EFE, o ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros, Josep Borrell, respondeu quase diretamente às afirmações de Mike Pence, garantindo que o país condenava qualquer entrada de soldados na Venezuela: “Nem todas as opções estão em cima da mesa”.

Informações: Agência Lusa e The Guardian

 

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